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Governo do Estado realiza Encontro de Excelência em Transplante no Hospital de Trauma de João Pessoa

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016 - 12:53 - Fotos:  Secom-PB

O auditório do Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, sediou na sexta-feira (29), o Encontro de Excelência em Transplantes, realizado pela Central de Transplante da Paraíba, que visa mostrar aos profissionais envolvidos no processo de doação de órgãos, a experiência realizada pelo médico transplantador, Bernardo Sabat, em Pernambuco.

Segundo a idealizadora do evento, a médica e coordenadora da Central na Paraíba, Gyanna Montenegro, dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), mais de 30 mil brasileiros aguardam por um transplante, por isso existe uma necessidade real em obter mais capacitação de órgãos em todo o país, e em especial na Paraíba. “A Paraíba tem potencial para conseguir captar mais órgãos e realizar mais transplantes, por isso este evento serviu para verificarmos como podemos avançar”, explicou.

No ano de 2015, foram realizadas sete capacitações de órgãos, e mais de 140 enfermos, contabilizando João Pessoa e Campina Grande, foram detectadas como possíveis doadores de órgãos, mas a resistência da família ainda barra a retirada e a provável cirurgia de transplante dos pacientes que aguardam na fila.

Para o palestrante Bernardo Sabat, o Brasil tem muito potencial para crescer nos números de captação e transplantes que realiza. “Nós contamos com o Sistema Nacional de Transplantes muito organizado e grandioso, perdemos apenas para os Estados Unidos, por isso acredito que se tivermos uma população bem informada e segura sobre o que é a doação e o que é o transplante chegaremos ao topo nos números de doações”, frisou.

Ainda segundo ele, alguns fatores dificultam a doação e realização de transplantes. “O número de pessoas que adoecem e que aumentam a fila de espera de transplantes só cresce, já o número de doadores não acompanha esse ritmo. Se todos os pacientes que apresentam morte encefálica se tornassem doadores, o problema estaria resolvido”, ressaltou.

No Brasil, para ser doador de órgãos e tecidos não é necessário deixar nada por escrito, contudo é preciso informar a família da sua vontade. Já para o doador que está vivo apenas é analisado se a pessoa é saudável e se existe a compatibilidade. Com exceção para doadores não parentes, tendo em vista que existe a necessidade de autorização judicial.

Gyanna ressaltou ainda que os órgãos retirados são transplantados para os primeiros pacientes compatíveis que estão aguardando em lista única da central de transplantes da secretaria de saúde de cada Estado. Esse processo, além de justo, é controlado pelo Sistema Nacional de Transplantes e supervisionado pelo Ministério Público.

Central de Transplantes da Paraíba – A Central de Transplantes da Paraíba fica localizada em João Pessoa e mantém núcleos de captação na Capital, Campina Grande, Patos e Guarabira. Esses núcleos funcionam, respectivamente, no Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, Hospital Regional de Patos e Hospital Regional de Guarabira. A Central funciona 24 horas e pode ser mobilizada através dos telefones (83) 3244-6192 e (83) 8845-3516.