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Governo do Estado realiza Dia Especial em Apicultura na Baía da Traição

quinta-feira, 5 de novembro de 2015 - 18:07 - Fotos: 

Um grupo de índios Potiguaras de nove aldeias em Baía da Traição, litoral norte da Paraíba, trocou a prática tradicional de cultivar mandioca e outras culturas de subsistência pela produção de mel de abelha, que atualmente tem rendido por ano 36 toneladas, graças aos incentivos do Governo do Estado, por meio do Cooperar. A história de sucesso com a nova atividade vai ser tema de Dia Especial em Apicultura que acontecerá nesta sexta-feira (6), a partir das 9h, no pavilhão da sede da Aldeia São Miguel, zona rural do município.

O subprojeto de apoio à apicultura em Baía da Traição pelo Cooperar e Banco Mundial deu para atender diretamente 20 beneficiários das Aldeias São Miguel, Tramataia, Cumaru, Forte, Galego, Lagoa do Mato, São Francisco e Tracoeiras e Camurupim, em Marcação, com um investimento de R$ 81,7 mil destinados à construção da unidade de extração de mel, aquisição de equipamentos e materiais apícolas, computador completo e material para escritório.

De acordo com o presidente da Associação Paraibana dos Produtores de Mel (Paraíbamel), José Ronaldo Fernandes, a situação econômica da maioria dos indígenas na localidade tinha como base a agricultura e pesca de subsistência e ainda os serviços informais na construção civil em decorrência do turismo local, principalmente nos períodos de verão que possibilitava ganhos de até 1 salário mínimo de forma inconstante. “Agora com toda uma infraestrutura propícia para a extração e envasamento do mel, a fartura chegou aqui e hoje contamos em média, de forma certa, com mais de 1 salário mínimo”, destacou.

Com o lucro, a Paraíbamel, da qual o grupo faz parte, já realizou reinvestimentos para a manutenção da unidade de extração de mel, reforma das colmeias e manutenção de um veículo para transportar a produção. A associação também ampliou o mix de produtos com a venda de própolis, iniciada esse ano e com o custo de R$ 300,00, o quilo. Agora já pensam em desenvolver outro produto que será o veneno da abelha, considerado altamente rentável e que tem um custo estimado em R$ 25 mil o quilo e é utilizado no tratamento de várias doenças, como a artrite, esclerose múltipla, lúpus, entre outras.

A programação do Dia Especial em Apicultura se estende até o meio dia e contará com palestras, debates e inauguração oficial da Unidade de Extração de Mel na sede da Aldeia São Miguel.