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2 de setembro de 2015

Governo do Estado realiza campanha de busca de casos de tuberculose nas unidades prisionais



O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Secretaria de Administração Penitenciária e a Universidade Estadual da Paraíba – Campus Campina Grande, realiza neste mês de setembro a Campanha Estadual de Busca de Sintomáticos Respiratórios nas Unidades Prisionais. A campanha será realizada nos municípios de João Pessoa, Sapé, Guarabira, Bayeux, Santa Rita, Campina Grande, Patos, Sousa e Cajazeiras.

Durante todo o mês de setembro serão realizadas atividades relacionadas à tuberculose, como palestras, rodas de conversa com os profissionais de saúde, coleta de escarro nos reeducandos sintomáticos respiratórios e teste rápido para HIV. Segundo a chefe do Núcleo de Doenças Endêmicas da SES, Lívia Borralho, as atividades visam melhorar a captação precoce dos casos de Tuberculose e promover a integralidade do cuidado, principalmente às populações de maior vulnerabilidade.

“É importante lembrar que o Sintomático Respiratório, na população em geral, é aquela pessoa que tosse há mais de três semanas. Já na população privada de liberdade esse período reduz para 15 dias, por se tratar de população vulnerável”, explicou Lívia. A coordenadora da SES lembrou também que a persistência da tuberculose revela não apenas o grande número de fatores envolvidos na sua determinação, mas, sobretudo na complexidade do seu controle e cura. “Por isso, há a necessidade cada vez maior da integração entre os serviços de saúde, a fim de obter um melhor controle da tuberculose, além da busca de novas perspectivas com relação à forma de sua expansão e contágio”, concluiu Lívia Borralho.

Dados – De acordo com dados do Núcleo de Doenças Endêmicas (NDES), nos últimos dois anos foram notificados 2.190 casos novos de tuberculose na Paraíba, sendo 1.138 em 2013 e 1.052 em 2014. A taxa de abandono do tratamento também diminuiu, de 14,3% em 2013 para 5,8% em 2014. “Tivemos uma melhora considerável na porcentagem de abandono. Os casos novos se mantém pela melhora na busca e avaliação de contatos e a introdução de novos municípios, antes silenciosos, na obtenção dos objetivos do Programa de Controle da Tuberculose no Estado da Paraíba”, explicou Pollianna Marys, do NDES.

A doença – A tuberculose é caracterizada como uma doença infectocontagiosa que afeta, principalmente, os pulmões. Ainda é responsável por várias mortes no mundo, causada pelo Mycobacterium Tuberculosis, também conhecido como bacilo de Koch, e tem como principais sintomas a tosse com secreção, febre, suores noturnos, falta de apetite, emagrecimento, cansaço fácil e dores musculares. Ela também provoca dificuldades para respirar, eliminação de sangue e acúmulo de pus na pleura pulmonar, nos casos mais graves. O tratamento tem duração mínima de seis meses, com medicação gratuita fornecida pelo Ministério da Saúde e disponibilizada nas unidades de saúde dos municípios da Paraíba. Na Paraíba, o hospital referência no tratamento da doença é o Complexo Hospitalar de Doenças Infectocontagiosas Clementino Fraga.

Qualquer paciente com tosse (seca ou com catarro) por mais de 15 dias, associada à febre e perda de peso involuntária, deve procurar o médico. Diagnosticada a doença, o tratamento deve ser iniciado imediatamente. O tratamento inicial é de seis meses. Após um mês de tratamento, o paciente deixa de transmitir a doença. É importante que não haja interrupção no tratamento, pois com isso o organismo corre o risco de ficar resistente à bactéria, e assim o procedimento vai ficando cada vez mais longo. Como a tuberculose causa a inflamação e destruição pulmonar, caso não seja tratada, pode levar à insuficiência respiratória e até a morte. O tratamento da tuberculose é ambulatorial. Os casos de internamentos são somente para quem abandona o tratamento ou procura atendimento tardio.

A tuberculose é transmitida por via aérea quase que na totalidade dos casos, a partir da inalação de gotículas contendo bacilos expelidos pela tosse, fala ou espirro do doente com tuberculose ativa de vias respiratórias.