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Governo do Estado promove oficina para desenvolver linhas de pesquisa em saúde

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015 - 18:36 - Fotos: 

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB), promoveu nesta quarta-feira (2), em parceria com o Ministério da Saúde, Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq) e Centro Formador de Recursos Humanos (Cefor-PB), uma oficina para desenvolver linhas de pesquisa relacionadas à saúde do Estado. O evento, que aconteceu no auditório do Cefor-PB durante todo o dia, faz parte do Programa de Pesquisa para o Sistema Único de Saúde (PPSUS) do Ministério da Saúde e contou com a participação de professores universitários, pesquisadores, profissionais e gestores de saúde e representantes da sociedade civil.

“O PPSUS é uma proposta de financiamento de pesquisas para o SUS. É um recurso específico que vem do Ministério da Saúde para o Estado que, por meio da SES-PB, em parceria com a Fapesq, envolve profissionais e pesquisadores para traçar diretrizes e linhas de pesquisa visando a melhoria da saúde do Estado”, afirmou o diretor geral do Cefor-PB, Fernando Lopes.

O diretor informou que é papel da Secretaria Estadual de Saúde indicar cinco diretrizes principais, julgando que eles são os cinco aspectos mais importantes a serem abordados e estudados. A partir dessas cinco diretrizes, podem ser formuladas até cinco linhas de pesquisa para cada uma delas. “Para este ano, as diretrizes principais já foram definidas: Gestão do Trabalho e Educação em Saúde; Avaliação de Tecnologia da Saúde; Instrumento de Gestão e Economia da Saúde; Avaliação, Gestão e Organização das Redes Prioritárias – Atenção Psicossocial, Rede de Urgência e Emergência, Rede Cegonha, Rede de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas e Rede de Cuidado às Pessoas com Deficiência”, pontuou Fernando.

De acordo com o presidente da Fapesq, Cláudio Furtado, a culminância do que foi discutido na oficina será a produção de um edital voltado para o SUS. “Este encontro tem um papel muito importante porque promove a discussão dos principais problemas de saúde do Estado, estabelecendo linhas de pesquisa para que o estudo seja revertido na melhora do atendimento no Sistema Único de Saúde”, relatou. A previsão é que o edital, produzido pela SES-PB e o Ministério da Saúde, com um investimento de cerca de R$1,2 milhão, seja publicado no início de 2016 com as pesquisas ditadas durante a oficina e toda a comunidade científica terá acesso.

O PPSUS é uma iniciativa inovadora por adotar um modelo de gestão descentralizado e participativo. “O Programa existe há dez anos no Brasil e em cada ano dois editais de pesquisa são publicados. Essa oficina é de suma importância porque é através dela que o Estado tem o potencial de fazer valer suas necessidades em saúde. Nosso objetivo é fazer com a que Secretaria Estadual de Saúde diga quais são suas prioridades para o Estado em termos de pesquisa”, declarou o consultor técnico do PPSUS, Felipe Fagundes Soares. Ele afirmou, ainda, que o resultado do investimento em pesquisas pode vir a curto, médio e longo prazo, se adequando à realidade local.

O odontólogo e pesquisador da Universidade Federal da Paraíba, Fábio Correia Sampaio, estava presente na oficina e ressaltou a relevância do encontro. “Achei maravilhoso porque a oficina foi feita de maneira democrática. Foi-nos dada a chance de expor propostas do ponto de vista epidemiológico e de saúde pública e também de ouvir os pesquisadores e profissionais de saúde. Através desse debate, serão estabelecidas estratégias, estudos de cunho tecnológico e políticas públicas para promover um melhor SUS na Paraíba”, disse.

Sobre o PPSUS – O Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS) é uma iniciativa de descentralização de fomento à pesquisa em saúde nas unidades federativas que promove o desenvolvimento científico e tecnológico, visando atender as peculiaridades e especificidades de cada uma delas e contribuir para a redução das desigualdades regionais.

A pesquisa em saúde representa 30% da produção científica nacional. No entanto, há uma forte concentração de doutores e mestres, assim como das instituições de pesquisa, nas regiões sudeste e sul do país. Além disso, as atividades de pesquisa não contam com investimentos suficientes, principalmente nas regiões menos desenvolvidas.

O Programa constitui uma ferramenta potencialmente indutora para que os principais problemas de saúde da população figurem entre as linhas prioritárias de investigação dos pesquisadores brasileiros, tendo a relevância sócio-sanitária como critério norteador para a definição dos temas prioritários de pesquisa. Além disso, contribui para aumentar a experiência e a produção científica dos pesquisadores locais, tornando-os mais competitivos em âmbito nacional.