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29 de abril de 2013

Governo promove I simpósio Estadual de Doença Falciforme



O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, promove, nesta terça-feira (30), o I simpósio Estadual de Doença Falciforme que tem como slogan: ‘Cuidar faz a diferença!’.  O evento é realizado em parceria com o Ministério da Saúde e vai acontecer no auditório do Hotel Serrano, em Campina Grande. Ele tem o objetivo de falar sobre a Doença Falciforme, sobretudo, alertar para a importância do diagnóstico precoce e manuseio clínico para gestores e profissionais em Saúde Pública do Estado.

De acordo com técnica da Saúde da População Negra da Secretaria de Estado da Saúde. Durvalina Lima, a doença falciforme é hereditária e causada por uma modificação (mutação) no gene (DNA) que, em vez de produzir a hemoglobina A, produz uma hemoglobina chamada S. As pessoas com anemia falciforme têm sintomas muito variados, quando não cuidadas devidamente, podem chegar a óbito.

No país, existem mais de 30 mil pacientes cadastrados com a doença nos hemocentros e hospitais de referência, segundo o Ministério da Saúde.   Na Paraíba, são mais de 300 pessoas com a anemia falciforme, segundo informações da Associação de Pessoas Portadoras de Anemia Hereditária. “Esse simpósio será um momento de troca de saberes para o fortalecimento da política de atenção às pessoas com a doença falciforme”, comentou Durvalina Lima.

Os sintomas da doença são diversificados. Enquanto algumas pessoas podem apresentar sintomas leves, outras, em sua maioria, têm sintomas graves, como dores ósseas, dores na barriga, infecções repetidas, podendo levar à morte. Crianças e adultos podem apresentar palidez e ter o branco dos olhos amarelado, o que pode ser confundido com hepatite.

O reconhecimento da doença no recém-nascido é feito pelo teste do pezinho, na sua primeira semana de vida. Crianças maiores de quatro meses, jovens e adultos que não fizeram o teste do pezinho podem realizar o exame de sangue para o diagnóstico da doença.

Tratamento – Na Paraíba, os pacientes com anemia falciforme podem receber tratamento nos Hemocentros e também nos hospitais universitários Lauro Wanderley (em João Pessoa) e Alcides Carneiro (em Campina Grande). Nos Hemocentros, os pacientes passam por exames periódicos de hemograma, sorologia e eletroforese de hemoglobina pelo método Cromotografia Líquida de Alta Resolução, além de receber medicação. O tratamento é realizado por uma equipe multiprofissional, formada por médico (hematologista), enfermeiro, assistente social, psicólogo, fisioterapeuta, nutricionista e odontólogo.

A população pode obter mais detalhes sobre as doenças falciformes pelos telefones da Associação: 3225-4854/8897-1340/8850-1548/8809-4139 ou pelo e-mail: asppah@gmail.com e ainda no endereço: http:/asppah.wordpress.com

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