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28 de julho de 2011

Governo do Estado promove encontro sobre pacientes com doença falciforme



O Governo da Paraíba, por meio do Hemocentro da Paraíba e da Associação Paraibana de Portadores de Anemias Hereditárias (Asppah), realizam neste sábado (30) o 1º Encontro Estadual para Pessoas Acometidas pela Doença Falciforme e pela Talassemia. Essas patologias são doenças do sangue, também chamadas de hemoglobinopatias. O evento terá início a partir das 8h30, no Centro de Ensino da Polícia Militar, em Mangabeira.

Haverá palestras durante todo o dia, como “Dez Anos de Controle Social em hemoglobinopatias na Paraíba”, “A Asppah e o controle social em doença falciforme no Brasil”, “Doença falciforme e a rede pública de saúde na Paraíba: Avanços e perspectivas”, “Panorama do Transplante de Medula óssea em Doença Falciforme no Brasil”, “Doença falciforme e a rede pública de saúde na Paraíba: Avanços e perspectivas” e outras.

Tratamento – Atualmente, 96 pessoas estão cadastradas no Hemocentro para o tratamento da anemia falciforme. São 34 homens e 21 mulheres, além de 41 crianças. Com relação à Talassemia, são 50 pacientes, sendo oito homens, 23 mulheres e 19 crianças. De acordo com a Asppah, estima-se que mais de 500 pessoas convivem com uma dessas hemoglobinopatias no Estado.

No Hemocentro, os pacientes passam por exames periódicos de eletroforese de hemoglobina pelo método HPLC (cromotografia líquida de alta resolução), hemograma e sorologia, além de receber medicação. O hemocentro também oferece tratamento, e os pacientes são atendidos por uma equipe multiprofissional formada médico (hematologista), enfermeiro, assistente social, psicólogo, fisioterapeuta, nutricionista e odontólogo.

Sobre as doenças – A anemia falciforme é a doença hereditária mais comum em todo mundo. Decorrente de uma mutação genética ocorrida em populações do continente africano, ela chegou ao Brasil por meio da migração forçada dos africanos. Dados do Programa Nacional de Triagem Neonatal mostram que, por ano, nascem 3,5mil crianças com
doença falciforme no Brasil – e uma em cada 35 tem traço falciforme entre os recém nascidos vivos. Esses números se apresentam como questão de saúde pública.

Já a talassemia (também conhecida como anemia mediterrânea ou microcitemia) é uma anemia hereditária causada pelo mau funcionamento da medula óssea, o tecido que produz as células do sangue. A medula do talassêmico produz os glóbulos vermelhos menores e com menos hemoglobina (componente dos glóbulos vermelhos responsável pelo
transporte de oxigênio no nosso corpo), o que causa a anemia. A talassemia não é contagiosa e não é causada por deficiência na alimentação, carência de vitaminas ou sais minerais.