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3 de fevereiro de 2014

Governo do Estado promove ações de prevenção e controle do câncer



O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), desenvolve uma série de ações para agilizar o diagnóstico precoce do câncer, a fim de garantir a cura de diversos tipos da doença. O Dia Mundial de Luta Contra o Câncer, que será lembrado nesta terça-feira (4), é um alerta sobre a doença que matou 3.389 pessoas no ano passado na Paraíba, sendo 1.749 homens e 1.640 mulheres.

De acordo com dados da Gerência Operacional de Resposta Rápida da SES, os tipos de câncer que mais levaram os homens a óbito foram os de próstata, pulmão, estômago, fígado e cérebro. Já nas mulheres os cinco principais foram: mama, pulmão, estômago, colo de útero e fígado.

No final do ano passado o governador Ricardo Coutinho inaugurou o novo Centro Especializado de Diagnóstico do Câncer (CEDC), que está funcionando numa área de aproximadamente 400 metros quadrados, na Avenida Duarte da Silveira (Beira-Rio), nas proximidades do Departamento Estadual de Estradas e Rodagens (DER), na Capital. Foram investidos cerca de R$ 50 mil na readequação das instalações físicas do ambiente, além de R$ 1 milhão em equipamentos.

Com a inauguração do CEDC, a Paraíba passou a ter um serviço com qualidade e eficiência em saúde mamária. O novo CEDC dispõe de um mamógrafo e ultrassom, o que contribui com a detecção precoce do câncer de mama. Segundo a diretora do CEDC, Roseane Soares, a meta é que até o final de 2014 o Estado responda por cerca de 50% de todos os procedimentos em citologia da Paraíba realizados pelo SUS.

Sobre o Serviço – Fundado em 1998 para rastrear o câncer do colo do útero, em pouco tempo o CEDC tornou-se o único de referência no atendimento da rede pública de saúde na Paraíba. A unidade estava localizada na Avenida João Machado, 109, no centro de João Pessoa. De acordo com Roseane Soares, com o passar dos anos foram agregados ao atendimento da unidade outros serviços voltados em cerca de 90% para a saúde da mulher. “Foram integrados serviços como clínica ginecológica e de mastologia, além da realização de biópsias, punções aspirativas e cirurgias de alta frequência em lesões que ainda não são cancerígenas, mas que podem ser precursoras do câncer”, explicou.

Roseane lembra que o atendimento realizado no Centro de Diagnóstico do Câncer acontece por meio de encaminhamento das Unidades de Saúde da Família de cada município, direcionado através da regulação municipal de saúde de João Pessoa. “O CEDC não atende demanda espontânea”, enfatiza a diretora.

Para mais informações, o telefone do CEDC é 3218-5369.

Em Patos – Outra ação importante do Governo do Estado no combate ao câncer é a construção do Centro de Oncologia do Hospital Regional de Patos. Será o primeiro centro de oncologia do semiárido nordestino, onde estão sendo investidos em torno de R$ 6 milhões, em uma parceria entre os Governos Estadual e Federal, incluindo os recursos destinados à aquisição dos equipamentos.

Depois de concluído, o centro vai beneficiar sete Gerências Regionais de Saúde (6ª, 7ª, 8ª, 9ª, 10ª, 11ª e 13ª GRS), o que representa a melhoria de acesso ao serviço para uma população de 902.310 habitantes. A unidade terá 10 poltronas para atendimento na área de quimioterapia, uma sala de atendimento emergencial com dois leitos e dois consultórios de oncologia. “Reduzir o sofrimento do paciente e de sua família e melhorar sua autoestima serão resultados imediatos quando o centro entrar em funcionamento. Do ponto de vista da administração pública, haverá redução de gastos gerada pela descentralização dos serviços”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Waldson Dias de Souza.

Parcerias – Outra estratégia importante é o fortalecimento do diálogo e a permanente busca de estruturação dos serviços já existentes. Nesse sentido, o Governo do Estado, em março de 2012, realizou a doação de um acelerador linear no valor de R$ 2,1 milhões, que está beneficiando mais de 100 usuários por mês do Hospital Napoleão Laureano, buscando dar apoio e melhorar a assistência dos serviços de atenção oncológica já existentes.

Por meio de convênio com a entidade filantrópica, Fundação Assistencial da Paraíba (Hospital da FAP), de Campina Grande, a Secretaria de Estado da Saúde repassa cerca de R$ 840 mil. O recurso é utilizado para aquisição de medicamentos para cerca de dois mil pacientes portadores de câncer em tratamento quimioterápico. Os recursos são do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza no Estado da Paraíba (Funcep).

Outras ações – O papel da SES na prevenção e controle do câncer segue as normas da Política Nacional para a Prevenção e Controle do Câncer na Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). “São ações de caráter formativo, de monitoramento dos indicadores e das metas dos municípios e de ampliação da rede de serviços”, explicou Charlene de Oliveira, da Saúde da Mulher e Linhas de Cuidado/Gerência Executiva de Atenção à Saúde da SES.

A Secretaria vem desenvolvendo, desde 2013, ações direcionadas a melhoria dos sistemas de informação e vigilância do câncer, através da implantação do novo Sistema de Informação do Câncer (Siscan) e a formação de gestores para o acompanhamento dos indicadores dos cânceres de mama e colo do útero.

No último semestre foram realizadas 20 oficinas de treinamento sobre a importância dos sistemas de informação para acompanhamento dos indicadores; a organização da Rede de Atenção ao Câncer do Cólo de Útero e de Mama, com foco nas ações ofertadas pela Atenção Básica, detecção precoce, rastreamento e seguimento. Participaram profissionais da rede SUS: clínicas radiológicas, laboratórios de citopatologia e anatomia patológica, serviços que realizam acompanhamento e tratamento para câncer, nas modalidades de cirurgia, quimioterapia e radioterapia; e gestores das coordenações municipais dos 223 municípios que acompanham as ações de controle do câncer.

Durante o mês de janeiro de 2014 a SES realizou, em parceria com a equipe de saúde de Campina Grande, dois novos treinamentos sobre o Siscan nas sedes dos serviços habilitadas para atendimento em câncer na rede SUS de Campina Grande: Fundação Assistencial Paraibana (FAP) e o Hospital Universitário Alcides Carneiro. Em João Pessoa, no mesmo período, houve mais dois treinamentos com o Hospital São Vicente de Paulo e o Napoleão Laureano.

Medicamentos – O Governo do Estado também distribui vários medicamentos para o tratamento do câncer, beneficiando centenas de pacientes cadastrados. A distribuição é feita pelo Núcleo da Assistência Farmacêutica (NAF), da Secretaria da Saúde. O NAF distribui os seguintes medicamentos: Sunutinib (Sutent) Tarceva, Mabtera (Rituximabe), Herceptin, Thyrogen, Novadex D (Tamoxifeno), Temodal e Velcade (Bortezomide)”.

Gilcélia Menezes, diretora do NAF, explicou que os medicamentos oncológicos são de responsabilidade de atendimento dos hospitais de referência, que recebem recursos, através de autorização de cada procedimento do Ministério da Saúde, porém o não cumprimento por parte destes centros acarretou um aumento de recursos financeiros por parte do Estado para atender estes usuários.

Sobre o câncer – O câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo. Cada órgão, por sua vez, pode ser afetado por tipos diferenciados de tumores, menos ou mais agressivos.

A prevenção nem sempre é possível, mas há fatores de risco que estão na origem de diferentes tipos de tumores. O principal é o tabagismo. O consumo de bebidas alcoólicas e de gorduras de origem animal, dieta pobre em fibras, vida sedentária e obesidade também devem ser evitados.

São raros os casos de câncer que se devem apenas a fatores hereditários.

Ações de prevenção primária e detecção precoce de doenças são capazes de reduzir a mortalidade, melhorar o prognóstico e qualidade de vida dos doentes. O tratamento do câncer é feito por meio de uma ou várias modalidades combinadas. A principal é a cirurgia, que pode ser empregada em conjunto com radioterapia, quimioterapia ou transplante de medula óssea. O médico vai escolher o tratamento mais adequado de acordo com a localização, o tipo do câncer e a extensão da doença. Todas as modalidades de tratamento são oferecidas pelo SUS.