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Governo do Estado participa do centenário do ministro Abelardo Jurema

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014 - 11:28 - Fotos: 

O Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Cultura, por intermédio da Fundação Casa de José Américo, dará o passo inicial nas comemorações pela passagem do centenário de nascimento do ministro Abelardo Jurema, em sessão que acontece na próxima terça-feira (18), a partir das 18h30, no auditório da PBTur, em Tambaú.

A sessão contará com a participação do escritor e memorialista Cláudio José Lopes Rodrigues e do poeta repentista Oliveira de Panelas, e faz parte do trabalho de resgate e reconhecimento aos vultos históricos paraibanos que vem sendo desenvolvido pela Fundação Casa de José Américo, através do Departamento de Programação Cultural e do Arquivo dos Governadores e Personalidades Paraibanas, entre as quais está o ministro Abelardo Jurema.

Abelardo Jurema – Nasceu no dia 15 de fevereiro de 1914, em Itabaiana (PB), filho de Geminiano Jurema Filho e de Amália de Araújo Jurema. Matriculou-se em 1933 na Faculdade de Direito de Recife. Sua formatura coincidiu com o advento do Estado Novo (10/11/1937) e nessa nova conjuntura foi nomeado prefeito de Itabaiana, sua cidade natal, cargo no qual permaneceu até janeiro de 1938.

Prefeito nomeado de João Pessoa em 1946 e 1947, em outubro de 1950 foi eleito, pela Paraíba, suplente do senador Rui Carneiro, vindo a exercer o mandato entre outubro de 1953 e março de 1954 e entre junho e setembro de 1957. Entre 1957 e 1958 foi secretário do Interior e Justiça da Paraíba. Eleito em outubro de 1958 deputado federal na legenda do Partido Social Democrático (PSD), assumiu a cadeira em fevereiro do ano seguinte.

Reeleito deputado federal pela Paraíba em outubro de 1962, Abelardo Jurema licenciou-se do mandato em junho de 1963 para assumir a pasta da Justiça do governo João Goulart. Duas de suas iniciativas tiveram grande repercussão: a criação do Comissariado de Defesa da Economia Popular, órgão fiscalizador dos preços dos gêneros alimentícios, e o congelamento do preço dos aluguéis.

Goulart foi deposto em 31 de março de 1964 e, no dia 10 de abril, Abelardo Jurema foi cassado e teve os direitos políticos suspensos com base no Ato Institucional nº 1. Em seguida, partiu para o exílio no Peru. Jurema voltou ao Brasil em 1974 e foi beneficiado pela aprovação da anistia em agosto de 1979. Foi ainda diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, entre 1983 e 1985, e do Instituto do Açúcar e do Álcool, entre 1985 e 1988. Casou-se com Maria Evanise Jurema, com quem teve sete filhos.