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Governo do Estado lança Ano Cultural Paulo Freire

quinta-feira, 19 de setembro de 2013 - 16:59 - Fotos: 

O vice-governador Rômulo Gouveia lançou, na manhã desta quinta-feira (19), no auditório da Reitoria da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), o Marco Ano Cultural Paulo Freire pela Educação de Jovens e Adultos (EJA). Na ocasião, ocorreu a assinatura de um convênio para a construção do Observatório da EJA entre os governos da Paraíba e do Rio Grande do Norte, Fundação Roberto Marinho e Cátedra Unesco EJA, além de apresentação de vídeos e palestras.

O evento também marcou o Cinquentenário da Campanha de Educação Popular (Ceplar) na Paraíba e do Movimento 40 horas de Angicos e contou com uma apresentação de violão do professor do Centro Estadual de Artes (Cearte). Participaram também da solenidade a secretária de Estado da Educação, Márcia Lucena; da reitora da UFPB, Margareth Diniz, a secretária de Educação do Rio Grande do Norte, Betânia Leite Ramalho; o diretor de Políticas de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos do Ministério da Educação (Mec), Mauro José da Silva; o diretor do Centro de Educação da UFPB, Wilson Aragão, e o professor da Cátedra da Unesco EJA Timothy Ireland.

O vice-governador Rômulo Gouveia destacou a parceria estabelecida para a construção do Observatório da EJA. “Para todos nós, este é um momento marcante, esta parceria que estamos firmando para avançar. Várias mudanças estamos implementando na educação do nosso Estado. Não tem sido fácil a tarefa, mas estamos alcançando o processo de democratização e expansão nas escolas, a valorização e, acima de tudo, cada vez mais reduzindo os índices de analfabetismo funcional e a evasão escolar. Enfim, são mudanças que com certeza refletem numa visão bem ampla de Paulo Freire. Então, é muito importante este debate de hoje”, afirmou.

A secretária de Estado da Educação (SEE), Márcia Lucena, ressaltou a importância da integração entre os gestores e educadores no evento. “Com certeza a integração será a palavra mestra ao longo dessa manhã. Quero agradecer aos que estão participando ativamente conosco aqui e que têm consciência de que isso é o começo de uma retomada de um movimento social e que todos nós, não só o poder público, cada um de nós abraça essa força e responsabilidade”, afirmou.

Já a reitora da UFPB, Margareth Diniz, salientou a importância de Paulo Freire para a educação. “A UFPB tem enorme satisfação em celebrar um evento desta natureza. Paulo Freire escreveu que ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho, e é com essa ideia em comum que hoje estamos aqui para assinar a construção do Observatório EJA”, disse.

 O professor Timothy Ireland, da Cátedra da Unesco/EJA, lembrou da importância do educador Paulo Freire. “Devemos enfrentar os desafios que Freire nos deixou, lembrando que ele é parte do patrimônio nacional e mundial”, salientou.

Palestras – Durante o evento, foram realizadas palestras sobre as experiências do educador Paulo Freire na Paraíba e no Rio Grande do Norte. A secretária Márcia Lucena proferiu a palestra “Ceplar e Angicos: Celebrando o cinquentenário das experiências freirianas”, com apresentação do vídeo “Memórias da Ceplar”, que contém o depoimento da educadora e doutora em Sociologia Maria das Dores de Oliveira (Dorinha), uma das fundadoras da campanha.

O professor Marcos J. C. Guerra, coordenador do Círculo de Cultura, ministrou uma conferência sobre “As 40 horas de Angicos: Vítimas da Guerra Fria?”. De acordo com o conferencista, a experiência em Angicos mobilizou cerca de 100 mil estudantes universitários do País entre 1961 e 1963. “A UNE (União Nacional dos Estudantes) mobilizou para que a gente devolvesse o privilégio da educação gratuita e de qualidade para a população. Nos orientamos pelo sistema Paulo Freire, questionando a educação, que não é neutra, e fazendo dela um ato político”, disse.

Ele também comentou que é importante retomar a temática de Paulo Freire na educação atual. “Construir uma retomada que passe por uma renovação e coragem de utilizar algo cuja eficácia, velocidade e custos são compatíveis com o grande anseio de Paulo Freire e de todo cidadão brasileiro, que é o anseio da universalização da educação e da alfabetização”, afirmou, acrescentando que “a população que foi marginalizada pelo seu legado ao direito de alfabetização básica são mais de 30 milhões. Se esse pessoal estivesse contribuindo e exercendo a sua cidadania, quão diferente seria o PIB brasileiro. Nós teríamos uma Portugal, Suíça, Noruega, Dinamarca e Suécia de população ativa com todo o seu potencial. Nós temos população excluída e eu considero que o direito a educação é um dos primeiros para o exercício da cidadania. A empregabilidade é a porta de entrada para o exercício da cidadania”, disse.

Em seguida, ocorreu uma roda de diálogo sob a coordenação do Professor Timothy Denis Ireland, da Cátedra Unesco/ EJA, com o tema “A Ceplar e as 40 horas de Angicos aos dias atuais”. Até novembro deste ano, deverá ser lançado, pela SEE, o almanaque Paulo Freie. O material tem o objetivo de tratar do universo pedagógico do educador de maneira leve, lúdica e regional, através de caça-palavras, curiosidades, ilustrações, entre outros.

Programação – Veja a programação do Ano Cultural 2013 – A cultura Freireana na Educação de Jovens e Adultos no estado da Paraíba:

23 a 27/09: Inscrição de projetos ou experiências para o Festival de Aprendizagem na página do Governo www.paraiba.pb.gov.br

17/10: Exposição sobre Paulo Freire na Escola Estadual Raul Machado, às 19h30.

Culminância nas escolas dos projetos desenvolvidos e seleção das apresentações, por níveis de ensino, para a Mostra Cultural a ser realizada em local indicado pela GRE.

25/10: Mostra Cultural nas 14 Gerências Regionais de Educação

20/11: Festival de Aprendizagem em João Pessoa

21/11: Festival de Aprendizagem em Santa Rita

22/11: Festival de Aprendizagem em Cajazeiras