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Governo do Estado inicia projeto de implantação de horta medicinal no Juliano Moreira

quarta-feira, 19 de agosto de 2015 - 12:02 - Fotos: 

Com o objetivo de dar continuidade ao processo de humanização no Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira, que inclui a política de práticas de cuidado integrativas complementares de saúde, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB) em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), inicia a implantação do projeto fitoterápico na unidade, utilizando plantas medicinais para tratamento de pacientes e funcionários. Inicialmente, o projeto foi implantado no Hospital Geral de Mamanguape e será expandido para toda a rede hospitalar estadual.

Uma horta com plantas medicinais será cultivada, até o final deste ano, nas instalações do Juliano Moreira, beneficiando usuários e profissionais com tratamento natural. “O projeto faz parte da Reforma Psiquiátrica do Complexo. O curso ‘Cuidando do Ser’ traz estudos sobre plantas medicinais e fitoterapia, salientando sua importância para o tratamento de doenças”, declarou o diretor geral do Complexo, Walter Freire Franco.

Ele informou, também, que através da implantação da horta, o Juliano Moreira tem a possibilidade de diminuir os gastos com remédios industrializados. “Nós vamos criar um laboratório para a produção de remédios fitoterápicos e, assim, estimulamos o tratamento natural e eficaz contra doenças. Além disso, com essa novidade, valorizamos a prática da humanização do serviço – proporcionando um diálogo mais próximo entre profissionais e usuários”, comentou.

O assessor de extensão da Pró-Reitoria da UFPB, Emmanuel Fernandes Falcão, esteve nessa terça-feira (18) no Complexo Juliano Moreira para ministrar a segunda aula do curso “Cuidando do Ser” para profissionais da Unidade e do Centro Formador de Recursos Humanos (Cefor-PB), além dos alunos da UFPB.

“Montamos um curso com carga horária de 96h, dividido em três módulos – Noções básicas de fitoterapia; Práticas de cuidado em saúde pela educação popular; Humanização pelas técnicas e práticas – com a perspectiva de aproximar o saber popular do saber científico com aulas teóricas e práticas”, disse Falcão. O assessor explicou que a fitoterapia tem recursos capazes de minimizar casos ditos graves de alguns pacientes do Complexo Juliano Moreira. “Certos tratamentos fitoterápicos podem minimizar a carga de estresse e desenvolver o campo psicossomático. Além disso, através da farmácia viva, vamos melhorar a condição dos profissionais de saúde que ainda estão muito presos ao uso de medicamentos industrializados”.

De acordo com Falcão, a horta será implantada, na prática, durante o processo de qualificação. “Nossa intenção é cultivar aqui plantas como sabugueiro, colônia, erva cidreira, capim santo, hortelã e camomila. Essas espécies podem auxiliar no combate ao estresse e às verminoses, e ajudam até no tratamento da diabetes”, pontuou.

Ele destaca que essa é uma forma de impulsionar a produção de plantas medicinais na região e resgatar o conhecimento popular. “A população precisa ter acesso a medicamentos naturais, mais baratos e, ainda assim, eficientes. Começamos esse projeto no Hospital Geral de Mamanguape, agora no Juliano Moreira e vamos, na sequência, levar a prática para Guarabira, Itapororoca e atingir os 33 hospitais do Estado”, concluiu Emmanuel Falcão.

A psicóloga do Complexo Juliano Moreira, Ana Luiza Ferreira, salientou a importância da implantação da horta medicinal na unidade. “Essa farmácia viva nos traz a oportunidade de uma medicação mais natural, com menos efeitos colaterais, menos prejuízos à saúde e trazendo resultados eficientes. A qualificação é muito importante porque não aborda apenas a questão dos fitoterápicos, mas, sim, do ser como um todo. Quando estamos diante de novos conhecimentos, ficamos aptos para cuidar melhor daqueles que assistimos e tanto precisam de nós”, disse ela.

O estudante do curso Terapia Ocupacional da UFPB, Moisés Vasconcelos, avalia a prática como inovadora. “Um projeto como este estimula a reintegração dos recursos naturais, nos fazendo voltar às nossas raízes. É um resgate, sobretudo, à saúde de forma natural, que está acessível a toda a população”, disse.

Tratamento fitoterápico – Segundo o Ministério da Saúde, os fitoterápicos são medicamentos que desempenham um papel importante em cuidados contra dores, inflamações, disfunções e outros incômodos, ampliando as alternativas de tratamento seguras e eficazes.

Indicado para o alívio sintomático de doenças de baixa gravidade e por curtos períodos de tempo, esse tipo de remédio pode ser produzido a partir de plantas frescas ou secas e de derivados e tem várias formas farmacêuticas, como xaropes, soluções, comprimidos, pomadas, géis e cremes. Como todo medicamento, o fitoterápico deve ser utilizado conforme orientação médica.

 

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