João Pessoa
Feed de Notícias

Governo do Estado inicia “Outubro Rosa” com atividades no Centro de Diagnóstico do Câncer

segunda-feira, 3 de outubro de 2016 - 16:30 - Fotos:  Ricardo Puppe/Secom Pb

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), iniciou, na manhã desta segunda-feira (3), a Campanha “Outubro Rosa”, cuja ação acontece em toda Paraíba com o objetivo de incentivar mulheres e homens de todas as idades a realizarem exames clínicos para a prevenção do câncer de mama. A abertura aconteceu, oficialmente, no Centro do Diagnóstico do Câncer (CEDC), em João Pessoa, com as presenças da vice-governadora, Lígia Feliciano e da secretária de Saúde, Roberta Abath, com um café da manhã, acolhimento, distribuição de material informativo, além de testemunho de mulheres que venceram o câncer de mama. A campanha segue até o dia 31 de outubro.

“A incidência maior do câncer de mama é em mulheres com mais de 40 anos, mas isso não exclui as outras faixas etárias. A Campanha é destinada a todos e o foco é na prevenção, que é extremamente importante. Em uma simples conversa podemos convencer uma mulher a cuidar da saúde mamária. É preciso, ainda, conscientizar os parentes, os amigos, colegas de trabalho que a campanha não acontece só em outubro, mas sempre”, afirmou a vice-governadora Lígia Feliciano.

Roberta Abath enfatizou que o diagnóstico precoce é o caminho para a redução do número de mortes causadas pelo agravo. “Fazer o auto-exame é responsabilidade de cada mulher, é o tipo de cuidado que não se pode delegar ao outro. A sensibilização tem que partir de cada um de nós, buscando serviços de saúde e fazendo os exames periodicamente. A mulher com mais de 50 anos tem a obrigação de fazer a mamografia, mas não é só isso. É estabelecer a consciência de que o câncer tem cura, principalmente se for diagnosticado no início”, afirmou.

A secretária informou, ainda, que existem 30 mamógrafos espalhados em todo o Estado. “A mulher do mundo moderno precisa ter a consciência de que o câncer não escolhe idade, classe econômica ou etnia. No mês de outubro, nós intensificamos a sensibilização da população, mas os cuidados devem ser regra todo o tempo”, disse ela.

Durante todo o mês de outubro, o CEDC vai oferecer atendimento às mulheres com suspeita ou diagnóstico de câncer de mama. Serão realizadas mamografias, coletas de citopatológico do colo do útero e consultas com mastologista.  O Centro tem estrutura para receber toda a demanda do Estado, com profissionais qualificados para os procedimentos de diagnósticos. Aliado a isso, tem laboratórios de citologia e patologia que auxiliam na confirmação do diagnóstico.

“O mês de outubro é dedicado à saúde mamária e é importante fazer um chamamento para que as mulheres possam ir às Unidades de Saúde da Família para fazer o exame clínico. Caso alguma alteração seja constatada, a mulher é encaminhada para o CEDC. O mais importante no Outubro Rosa é a união de forças da sociedade para despertar sobre a necessidade do exame clínico e, se for o caso, ir ao mastologista que pedirá ultrassonografia, mamografia, punção aspirativa ou biópsia mamária, a depender da situação”, explicou a diretora geral do CEDC, Roseane Machado.

Há um mês, Roseane foi diagnosticada com câncer de mama, de forma precoce, o que fez toda diferença. “Mesmo trabalhando diretamente com o assunto, a notícia foi um choque. Observei o nódulo enquanto fazia o exame de toque e procurei logo o médico especialista para fazer o exame clínico da mama. Hoje faz 28 dias que fiz a cirurgia e me sinto uma pessoa renovada, em todos os sentidos. Mas, pra isso, foi necessário diagnosticar precocemente”, relatou.

Ela salientou, ainda, a importância da mulher conhecer o próprio corpo e apalpar as mamas rotineiramente. “No banho, em frente à TV, antes de dormir, não importa o momento. Ao perceber alguma alteração, a mulher deve buscar o atendimento médico especializado – a triagem é feita nas Unidades de Saúde da Família. Caso o médico detecte que existe, de fato, algum nódulo, a paciente é encaminhada ao CEDC para realizar os exames necessários e, se preciso, iniciar o tratamento contra o câncer”, informou Roseane.

Mesmo que com o auto-exame a mulher acima de 40 anos não perceba alterações na mama, é importante fazer a mamografia uma vez por ano. “Por mais inicial que seja, a notícia de um câncer realmente abala o psicológico. Mas vamos unir forças e perceber que, quanto mais precoce se diagnostica a lesão, a possibilidade de cura é de praticamente 100%, como foi o meu caso”, comentou.

Serviço de Diagnóstico Mamário da Paraíba – Em agosto deste ano, o Governo do Estado inaugurou no CEDC o Serviço de Diagnóstico Mamário da Paraíba. Para o serviço foi adquirido um mamógrafo totalmente digital, de alta tecnologia e definição da imagem mamográfica – o único deste tipo na Rede de Assistência da Paraíba.

“O Serviço de Diagnóstico Mamário é um diferencial importante para o Estado. A mulher faz, em um mesmo lugar, sua consulta especializada (mastologista), sua mamografia e a ultrassonografia mamária. Além disso, a paciente pode realizar o procedimento necessário para o diagnóstico precoce do câncer de mama e encaminhar para o Laboratório de Patologia/Citopatologia, também no CEDC o material para ser analisado. Isso tudo reduz sobremaneira o percurso diagnóstico e terapêutico da mulher dentro da Rede SUS”, informou Roseane Machado.

O CEDC está localizado na Avenida Duarte da Silveira, nº 590, centro, em João Pessoa.

Dados – De acordo com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), este ano foram registrados 160 óbitos por câncer de mama. Em 2015 foram registrados 244 óbitos por câncer de mama na Paraíba, sendo sua maioria – 129 óbitos – na faixa etária de 50 a 69 anos.

Câncer de Mama – Os principais fatores de risco para desenvolver o câncer de mama são o envelhecimento, a vida reprodutiva da mulher, história familiar de câncer de mama, sedentarismo, idade, entre outros aspectos.

O objetivo da detecção precoce é reduzir a mortalidade por câncer de mama, por meio do exame clínico anual, a partir dos 40 anos e da mamografia, no máximo, a cada dois anos, para mulheres de 50 a 69 anos.