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17 de julho de 2013

Governo do Estado inaugura dia 24 o ambulatório para travestis e transexuais



Travestis e transexuais terão à disposição um ambulatório de saúde especializado que prestará atendimento em endocrinologia, ginecologia e cirurgia plástica. A unidade de saúde, fruto de parceria entre o Hospital Clementino Fraga, em João Pessoa, e a Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana, será inaugurado pelo Governo do Estado no dia 24 deste mês.

A gerente Operacional das DST\AIDS e Hepatites Virais da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Ivoneide Lucena Pereira, explicou que a princípio o serviço irá atender a cerca de 25 pessoas, mas ela acredita que esse público é muito maior em todo o Estado. Ela afirmou que toda a equipe que irá trabalhar no serviço já foi treinada.

Ela afirmou também que no dia da inauguração será distribuído panfleto com os horários e os dias de atendimento de cada especialidade. Em parceria com as Gerências Regionais de Saúde será montado um fluxograma de atendimento e cada região ficará encarregada de agendar a consulta, providenciando o deslocamento do paciente até serviço.

Ivoneide Lucena lembrou que desde que foi criado o Comitê Estadual de Saúde da População de Gays, Lésbicas, Transexuais, Travestis e Bissexuais, (LGBT), em novembro do ano passado, os representantes se reúnem periodicamente e definem as prioridades para atendimento a este público. Uma dessas demandas foi a criação do ambulatório.

O secretário de Estado da Saúde, Waldson Dias de Souza, explicou que em todas as reuniões para a construção de planos de prevenção e implantação de políticas públicas o Governo do Estado sempre exigiu a participação dos representantes de todos os movimentos sociais interessados, sem nenhuma discriminação, para juntos discutir e buscar soluções. “Estamos sempre abertos ao diálogo, pois acreditamos que ainda é o melhor canal de negociação”, destacou.

Ivoneide Lucena destacou que o Governo do Estado tem investido em ações e serviços para garantir qualidade de vida à população LGBT. Um exemplo é o Comitê, que tem como atribuições sistematizar proposta de política estadual das estratégias e ações de saúde para esse público, com vista a garantir a equidade na atenção à saúde; promover a elaboração de propostas de atenção integral à saúde, de participação e de controle social voltadas para a população LGBT, de forma intersetorial e em consonância com o Plano Estadual de Saúde, para pactuação nos organismos intergestores do SUS; incorporar, nas elaborações da política de saúde, subsídios técnicos-políticos provenientes do movimento social e do campo da pesquisa, visando ampliar o conhecimento sobre a situação da população de gays, lésbicas, transexuais, travestis e bissexuais e participar de iniciativas intersetoriais relacionadas com a saúde dessa população.

De acordo com Ivoneide Lucena o Governo do Estado tem procurado dar visibilidade a essa população que é vista com preconceito, e colocar em prática o que vem ocorrendo na atual gestão em todas as secretarias estaduais que é o respeito à individualidade humana e por fim incluir essa população junto aos serviços de saúde. “O Estado, por meio de Secretaria Estadual da mulher e da Diversidade Humana, implantou Espaço LGBT, onde é disponibilizado atendimento psicológico e jurídico”, disse.