Fale Conosco

9 de maio de 2014

Governo do Estado entrega mini-indústria de confecções que vai movimentar economia em Queimadas



O Governo do Estado entrega neste sábado (10), às 14h, uma mini-indústria de confecções que reunirá 25 trabalhadores entre costureiras e artesãos no município de Queimadas. O empreendimento recebeu investimentos do poder público no valor de R$ 661 mil pelo Projeto Cooperar, Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza no Estado da Paraíba (Funcep) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O dinheiro foi destinado à construção e ampliação da unidade de produção, além da compra de equipamentos e insumos para a atividade têxtil.

A mini-indústria de confecções tem uma área construída de 400 metros quadrados com recepção, sala de plotagem, espaço para bordados, copa, banheiros, refeitório com capacidade para 20 pessoas e área de produção. O empreendimento está localizado no conjunto Antônio Mariz, próximo ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais, na sede do município.

Segundo o presidente da Associação de Desenvolvimento Comunitário Antônio Mariz (Adecom), Antônio França Silva, a produção de roupas vai organizar a cadeia produtiva de confecções no município que antes funcionava de forma improvisada nas residências dos trabalhadores. “Agora, os negócios tendem a melhorar, pois já demos início às negociações com cinco empresas têxteis da região que nos procuraram para articular a compra da nossa produção”, adiantou.

Realização – Para a costureira e associada da Adecom, Cristina Gomes de Araújo, que trabalha de forma autônoma há 31 anos, com a unidade de confecção, o Governo do Estado torna real um sonho de pelo menos cinco anos do grupo que agora terá uma oportunidade num município pequeno com baixa oferta de emprego. “Vamos tentar fazer com que esse negócio dê certo. A gente nem esperava tanto e o Governo chegou numa hora boa para nos atender”, destacou.

O empreendimento também surge como uma chance para quem vai entrar na atividade pela primeira vez, como a estilista Cecília Priscila de Conceição Amorim que está desempregada há dois anos, mas promete apostar alto no ramo de confecção de roupas e já planeja criar a própria marca para o grupo ganhar uma fatia do mercado nacional. “O incentivo do governo foi à base de tudo para a gente chegar aonde chegou. Estou muito ansiosa e muito confiante para trabalhar, pois há muito tempo a gente alimenta esse sonho”, lembrou.

Ela adiantou que o grupo pretende direcionar a produção no vestuário feminino, mas para isso será preciso conhecer o público alvo. “Não adianta ter roupas bonitas e estilosas, sem conforto, bom acabamento e design que será o nosso diferencial no mercado”, disse.

Priscila destacou que o empreendimento vai gerar mais emprego no município, pois a população local procurava Campina Grande para ocupar a mão de obra. “Agora vamos ter a oportunidade de conseguir levantar o próprio capital dentro de ‘casa’ (município)”, acrescentou.