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Governo do Estado encerra capacitações do Garantia Safra no Sertão

sexta-feira, 17 de abril de 2015 - 12:20 - Fotos: 

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca, por meio da Coordenação do Garantia Safra e em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), encerrou as capacitações da primeira etapa do Programa na quinta-feira (16), na cidade de Sumé.

A etapa, que teve início no último dia7, capacitou cerca de 240 técnicos dos 110 municípios da Região I, que compreende os territórios do Alto Sertão, Vale do Piranhas, Médio Piranhas, Vale do Piancó, Médio Sertão e Cariri Ocidental.

A Portaria 42 do MDA, que regulamenta o processo de verificação de plantio, colheita e perda, determina o prazo até 30 de maio para solicitação de vistoria. No entanto, a coordenação do Programa chama a tenção para que os municípios façam a solicitação até 29, que é o último dia útil do mês de maio.

De acordo com a coordenadora estadual do Programa, Ivanilza Macedo, a responsabilidade de solicitação de perda e o encaminhamento para capacitação dos técnicos é dos municípios, e caso isso não ocorra no prazo devido, os agricultores ficarão impedidos de receber o seguro. “Por isso a importância das capacitações. Aqui informamos e orientamos a todos sobre o processo de avaliação e é fundamental que eles informem para os agricultores de cada município aderido que para a avaliação de perda são usadas três fontes de dados: o laudo de vistoria feito pelo técnico em campo, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet)”, alerta Ivanilza.

Para Fábio Nunes, secretário de Agricultura de Livramento, a capacitação lhe trouxe conhecimento e ele considera-se apto para atuar no processo de verificação no seu município. “É a primeira vez que vou fazer esse trabalho, e depois dos esclarecimentos aqui, saio sem nenhuma dúvida para fazer a verificação correta. Caso haja perda, os agricultores de Livramento não ficarão sem receber o seguro”, diz Fabio.

O engenheiro agrônomo José Romero, técnico há dez anos no município de Sumé, diz que nesse tempo participa das capacitações e sempre tem o que aprender. “Já sou conhecido dos agricultores. Quando pego um laudo já sei quem é e onde mora o agricultor, isso facilita o meu trabalho e quando há perda o seguro é bem vindo para eles que trabalham, mas por conta da seca não colhem a cultura que plantaram”, ressalta o técnico.

Segundo o técnico do MDA, Ranyfábio Cavalcante, as capacitações têm um enfoque diferenciado além da verificação de perda. “Estamos fazendo um trabalho junto aos técnicos da Emater, presidentes de conselhos e secretários de agricultura para convivência com o semiárido. O seguro safra deve ser entendido também como uma fonte de geração de renda para os agricultores, por isso, durante as capacitações, dividimos os técnicos em grupo para que eles troquem experiências e conhecimentos sobre como cada município convive com a seca. Essa é uma proposta para que o agricultor cultive quintais produtivos, plantio de hortaliças, cisternas de placas e cisternas comunitárias. Isso contribui para a renda do agricultor”, garante Ranyfábio.