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9 de setembro de 2015

Governo do Estado e parceiros realizam XIII edição da Festa da Mandioca em Princesa Isabel



Considerada uma das referências do Sertão quando o assunto é mandioca, o município de Princesa Isabel realiza, de 18 a 20 de setembro, a XIII edição da Festa da Mandioca. O evento é uma realização do Governo da Paraíba, por meio da Emater, empresa integrante da Gestão Unificada Emepa/Interpa/Emater (GU), em parceria com a Associação Comunitária dos Pequenos Produtores de Lagoa de São João, Sebrae, Câmara dos Dirigentes Lojistas local, Banco do Nordeste, Banco do Brasil , Senar, Prefeitura Municipal de Princesa Isabel e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB).

Constam da programação feira e exposição de produtos derivados da mandioca, escolha da princesa, rei e rainha da festa, concurso de culinária, celebração eucarística, apresentações culturais, clínicas tecnológicas, shows musicais, palestras, cavalgada e cursos diversos.

Criada pela Emater, em 2002, juntamente com os agricultores das comunidades Moça Branca, Cedro e Macambira de Lagoa de São João, a Festa da Mandioca tem por objetivo expandir a cultura da mandioca, estimular o cultivo da raiz em larga escala, valorizar a produção dos agricultores familiares e fortalecer a economia local.

De acordo com o coordenador regional da Emater em Princesa Isabel, Hermes Maia, a Festa da Mandioca tem crescido a cada ano e gerado resultados para as mais de 180 famílias agricultoras associadas, cuja maioria sobrevive do cultivo da cultura, numa área de mais de 120 hectares. As variedades cultivadas são a Branquinha e a Verdinha. Ele informou que grande parte da produção é transformada em farinha, uma média de 75 sacas por hectare. Toda a produção é vendida no comércio local, cidades vizinhas e no Estado de Pernambuco.

Além da farinha, são produzidos goma, massa puba, beiju, tapioca, bolos sequilhos, raminho, brigadeiros, pizzas, coxinha e sorvetes, feitos da massa de mandioca, degustados durante a Festa da Mandioca, que hoje já integra o calendário municipal.

Para a extensionista social da Emater, Tereza Cristina Pereira de Carvalho, a idealizadora da Festa da Mandioca, além do objetivo econômico e gastronômico, o evento possui também um objetivo cultural, a integração do campo com a cidade. Ela disse que há alguns anos a mandioca era considerada cultura de pobre e destinava-se quase que exclusivamente à produção de farinha comum de mesa. “Hoje, superada a fase de declínio e cultivada em mais de 80 países, representa grande expansão econômica e é desenvolvida do mini ao grande produtor, devido às vantagens que oferece em termos de geração de renda e de alternativa alimentar tanto humana quanto animal” destacou.