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Governo do Estado e MDS debatem situação de quilombolas na Paraíba

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013 - 18:11 - Fotos:  José Lins / Secom-PB

Mais de 200 pessoas participam da Oficina Quilombola: Incluir é o Começo, no Hotel Verde Green, em Tambaú, nesta terça e quarta-feira (26 e 27). O objetivo do evento é capacitar técnicos e representantes destas comunidades para inscrever famílias quilombolas no Cadastro Único do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), para que esta população tenha acesso a programas sociais como o Bolsa Família.

A oficina, promovida pelo Governo do Estado, por meio das Secretarias de Desenvolvimento Humano (Sedh) e da Mulher e da Diversidade Humano (SMDH), em parceria com o MDS, é também um espaço para ouvir as reivindicações das comunidades. “Fizemos questão de chamar todas as comunidades quilombolas, proporcionando a vinda dos representantes, para que possamos dialogar e detectar quais são os serviços que faltam nos quilombos. Estamos aqui para iniciarmos o cadastro desta população para que estas famílias tenham acesso aos benefícios sociais”, enfatizou a secretária da Sedh, Aparecida Ramos de Meneses.

Para a secretária da SDMH, Gilberta Soares, a Paraíba só tem a ganhar com a realização do evento. “É uma alegria sediar o primeiro evento do Brasil Quilombola, para que a gente possa fazer um conjunto de ações nas várias esferas de governo e dentro de uma perspectiva intersetorial para avançamos na cidadania e na política para as populações quilombolas”, frisou.

Reivindicação das comunidades – A coordenadora Nacional de Quilombolas, Geilza Roberto da Paixão, disse que o evento é uma oportunidade para que as comunidades possam falar sobre as suas necessidades. “A gente tem reivindicação de moradia, estradas e também para que todas as famílias quilombolas tenham acesso ao Programa de Pão e Leite”, ressaltou.

A Paraíba tem 35 comunidades quilombolas certificadas em 23 municípios paraibanos. A estimativa é que existam 2.700 famílias vivendo nestas localidades. Dessas, 725 estão no Cadastro Único, mas só 634 são beneficiárias do Programa Bolsa Família.

A adjunta da Secretaria Nacional da Assistência Social do MDS, Valéria Gonelli, afirmou que o MDS vem trabalhando para ter uma maior identificação das comunidades quilombolas em todo o Brasil, porque muitas ainda não são cadastradas, ficando assim de fora dos benefícios oferecidos pelos governos. “Estamos construindo uma possibilidade concreta do plano Brasil sem Miséria na perspectiva do enfrentamento à pobreza rural, devido ao grande isolamento que elas se encontram. Então estamos construindo uma tecnologia de trabalho para estar mais junto destas comunidades”, afirmou.

Estão participando do evento além da Sedh, SMDH e da Secretaria do Estado de Desenvolvimento da Agropecuária e Pesca (Sedap), técnicos da Emater, da Educação, Cehap, Cooperar e DER.