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Governo do Estado discute gestão das águas e estiagem durante encontro do Comitê de Bacias

sexta-feira, 18 de setembro de 2015 - 13:10 - Fotos: 

A situação dos açudes paraibanos e o papel dos comitês na gestão das águas estiveram no centro das discussões realizadas no 4º Encontro Estadual de Comitês de Bacias Hidrográficas. Os debates aconteceram durante toda essa quinta-feira (17), no auditório da PBTur, em João Pessoa.

Dos 124 reservatórios monitorados pela Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba, 45 estão em situação crítica, com menos de 5% do volume total. Trinta e cinco têm menos de 20%, 41 possuem mais de 20% e três estão sangrando.

“A situação é preocupante, principalmente no semiárido, onde a escassez é maior. É exatamente nesta região onde o Plano de Enfrentamento à estiagem, do Governo do Estado, está atuando de forma mais aguerrida, com a construção de barragens subterrâneas, ampliando cisternas, levando água com carro-pipa e instalando estações de monitoramento do clima”, destacou o presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), João Fernandes da Silva.

Durante o encontro estadual, o assessor técnico da Federação da Agricultura da Paraíba, Domingos Lélis, disse que a estiagem já prejudica agricultores da Zona da Mata e do Litoral. “Nestes quatro anos que a seca assola o semiárido, também houve diminuição das chuvas na faixa litorânea”, alertou. “Não sabíamos que produtores de algumas cidades do Litoral Norte estão enfrentando problemas, nem que já estão chamando este fenômeno de seca verde. Daí a necessidade destas reuniões: elas nos dão a possibilidade de saber, em detalhes, o que está sendo discutido nos outros comitês”, lembrou o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba, Ulysmar Curvelo Cavalcante.

O diretor de Gestão e Apoio Estratégico, Fabio Cidrin Gama Alves, destacou a importância dos comitês na gestão dos recursos hídricos. “Estas discussões sobre os problemas enfrentados em cada bacia ajudam para que a gestão seja feita da melhor forma possível. O comitê de bacia é o Parlamento das Águas, formado por usuários de água bruta, representantes da sociedade civil e dos poderes públicos que debatem e deliberam sobre o uso da água”, concluiu.