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12 de dezembro de 2011

Governo do Estado discute construção de Topografia Social da Paraíba



A Paraíba vai construir uma topografia social para identificar as necessidades dos 223 municípios do Estado, visando a criação de políticas públicas voltadas para as especificidades de cada região.  Nestas segunda (12) e terça-feira (13), no Hotel Victory,em João Pessoa, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Humano (Sedh), que coordenará o trabalho, promove a Oficina de Formação para a Construção da Topografia Social da Paraíba.

Estão participando do evento as secretarias de Estado da Saúde (SES), Educação (SEE) e Planejamento (Seplag), além de técnicos do Orçamento Democrático Estadual (ODE) e Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Ao final do treinamento será formado um grupo de trabalho que vai iniciar o estudo para o levantamento de informações sociais da Paraíba, na perspectiva de conhecer e intervir nas condições de desigualdades de vida.

“Essa topografia vai nos municiar com dados para uma intervenção qualificada nos municípios paraibanos. Assim, articularemos os diversos setores de ação do Governo, como educação, saúde e planejamento, e potencializaremos as ações”, disse a secretária da Sedh, Aparecida Ramos.

Formação – A professora Dirce Korga, da Coordenadoria de Estudos e Pesquisas Especiais (Cedepe) da PUC de São Paulo, está ministrando a formação. Ela destacou que será criada uma metodologia para a construção de índices de indicadores sociais que visam detalhar a desigualdade sócio-territorial da Paraíba.

O assessor de gabinete da SES, Murilo Wanzeler, explicou que a topografia social vai auxiliar em todos os setores do Governo do Estado. “O conceito de saúde ampliada pede que se conheça a população pelo sujeito de ação. As pessoas também adoecem por um descuido do social, e por isso precisamos desenvolver este cuidado, que é fundamental para a integração”, acrescentou.

A topografia será uma ferramenta de informação para desenvolver ações de políticas públicas direcionadas e eficientes. O estudo vai revelar um mapa de exclusão e inclusão e, com isso, possibilitar investimentos diante do que a população precisa, conhecendo qualitativamente as potencialidades e carências das áreas reveladas.