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15 de setembro de 2011

Governo do Estado discute ações voltadas para a saúde do trabalhador



A implantação de políticas públicas voltadas para a saúde do trabalhador na Paraíba é o foco principal de uma Oficina Interestadual que o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (SES), está realizando desde a tarde desta quinta-feira (15), no Hotel Ouro Branco, em João Pessoa.

O evento reúne representantes dos Centros de Referência Estadual de Saúde do Trabalhador de João Pessoa, Patos e Campina Grande, de quatro macrorregionais de saúde (1ª, 2ª, 3ª, e 4ª) e de 18 municípios paraibanos, que têm como principal fonte de renda a monocultura, a agricultura, a mineração e o setor calçadista. Organizado pelo Cerest Estadual, a oficina termina nesta sexta-feira (16).

A secretária Executiva de Saúde do Estado, Cláudia Veras, que representou o secretário de Saúde, Waldson Dias de Souza, afirmou que, entre as ações que o Governo do Estado vem desenvolvendo na área de saúde, estão a construção e a implantação de políticas públicas voltadas para a saúde do trabalhador. Segundo ela, por meio de reuniões que vêm acontecendo em todas as Gerências Regionais de Saúde, estão sendo discutidas a regionalização e a reestruturação dos serviços de saúde para que a população paraibana tenha um serviço acessível e de qualidade.

Ela explicou que o Governo do Estado está reorganizando o Sistema Único de Saúde (SUS), desde a atenção básica até os serviços de média e alta complexidade. “A Paraíba possui hoje mais de oito mil estabelecimentos de saúde e tem uma rede estadual que precisa de melhorias para oferecer uma saúde de qualidade a população. Os técnicos da SES estão percorrendo todo o Estado e conhecendo de perto a realidade de cada serviço, para que as providências sejam tomadas em conjunto com os municípios”, disse.

Subnotificação – De acordo com Laerge Cerqueira, chefe do Núcleo de Promoção à Saúde do Trabalhador e Articulação Intersetorial do Cerest Estadual, é na monocultura, na agricultura, na mineração e no setor calçadista onde são registrados os maiores agravos de saúde no trabalhador.

Preocupado com esse problema, o Governo do Estado resolveu realizar uma oficina que incluísse os 18 municípios que têm como principal fonte de renda essas quatro atividades produtivas. “Objetivo é articular as gerências regionais de saúde, os sindicatos e os municípios na elaboração de políticas públicas voltadas para o trabalhador por meio dos serviços de saúde”, disse.

De acordo com ele, é necessária uma articulação entre Estado e municípios na implantação de ações voltadas para saúde do trabalhador, como também na capacitação e qualificação dos profissionais para identificar e notificar os agravos relacionados ao trabalho. “Em muitos serviços de saúde, o paciente chega com uma doença relacionada à atividade laboral que desenvolve, mas o caso não é investigado e notificado como tal pelo profissional – e isso contribui para a subnotificação”, alertou. Ele destacou a necessidade de descentralizar as ações e reorganizar os serviços de saúde para que o trabalhador tenha um atendimento de qualidade.