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Governo do Estado capacita profissionais de saúde sobre manejo clínico da sífilis

quinta-feira, 27 de novembro de 2014 - 11:40 - Fotos: 

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Gerência de DST/Aids e Hepatites Virais, realizou durante toda a quarta-feira (26) a capacitação Manejo Clínico e Abordagem Sindrômica da Sífilis. O objetivo foi capacitar profissionais médicos e enfermeiros para a condução e manejo clínico da sífilis, a fim de diagnosticar e tratar adequadamente a doença, evitando assim a transmissão das mães para os bebês. Cerca de 200 profissionais da Assistência Básica e Vigilância Epidemiológica da 1ª Macrorregião participaram da capacitação.

Durante o evento, foi apresentada a situação epidemiológica da sífilis, seguida pelo manejo clínico da doença. Logo após, houve uma palestra sobre testagem rápida para a sífilis. O Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren-PB) participou abordando a administração da penicilina na Atenção Básica de Saúde. Em seguida, foi realizada uma apresentação sobre o fluxo e a Rede de Cuidado da Sífilis.

“Esse evento é de extrema importância, pois a sífilis é uma doença que vem sendo negligenciada, aumentando assim os casos tanto em gestantes como da sífilis congênita, ou seja, aquela transmitida da mãe para o bebê”, disse Joanna Ramalho, responsável Técnica pela Sífilis na Paraíba.

Segundo Améris Araújo, chefe do Núcleo de DST/Aids e Hepatites Virais da SES, apesar de todas as medidas de intervenção da transmissão da sífilis (adquirida ou congênita) estarem disponíveis nos serviços de saúde, o número de casos não diminui. “Por isso, o manejo clínico da doença se apresenta como um instrumento estratégico de educação em saúde para a operacionalização das medidas de controle da sífilis”, explicou.

A doença – A sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. Ela pode se manifestar em três estágios. Os maiores sintomas ocorrem nas duas primeiras fases, período em que a doença é mais contagiosa. O terceiro estágio pode não apresentar sintoma e, por isso, dá a falsa impressão de cura da doença.

Todas as pessoas sexualmente ativas devem realizar o teste para diagnosticar a doença, principalmente as gestantes, pois a sífilis congênita pode causar aborto, má formação do feto e/ou morte ao nascer. O teste deve ser feito na 1ª consulta do pré-natal, no 3º trimestre da gestação e no momento do parto (independentemente de exames anteriores). O cuidado também deve ser especial durante o parto para evitar sequelas no bebê, como cegueira, surdez e deficiência mental.

A sífilis pode ser transmitida de uma pessoa para outra durante o sexo sem camisinha com alguém infectado, por transfusão de sangue contaminado ou da mãe infectada para o bebê durante a gestação ou o parto. O uso da camisinha em todas as relações sexuais e o correto acompanhamento durante a gravidez são meios simples, confiáveis e baratos de prevenir-se contra a sífilis congênita.