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1 de dezembro de 2012

Governo do Estado capacita parteiras em reanimação neonatal



 A Secretaria de Estado da Saúde (SES) promove entre os dias 3 e 7 de dezembro uma  capacitação  para cerca de 30 parteiras tradicionais da Paraíba em Reanimação Neonatal.  O evento será realizado no Hotel Ouro Branco, em João Pessoa,  e integra uma série de iniciativas do Governo de Estado, em parceria com o Ministério da Saúde (MS), relacionadas à qualificação da assistência às gestantes e, consequentemente, à redução da mortalidade materna decorrente de causas evitáveis.

A coordenadora da Área Técnica da Saúde da Mulher da SES, Fátima Moraes, explica que as parteiras fazem parto domiciliar, ou seja, na casa das mulheres (em áreas mais isoladas do Estado).  O trabalho dessas mulheres não é remunerado, é totalmente voluntário. “A importância dessa capacitação é qualificar as parteiras para que elas prestem uma assistência adequada a essas mulheres por estarem em localidades isoladas e que necessitam do apoio das parteiras”, explicou.

Fátima Moraes disse que devido as dificuldades da zona rural, a figura das parteiras persiste em pleno século XXI. “Comunidades rurais, na sua maioria , vivem em situação de isolamento, por isso, o trabalho da parteira é indispensável nessas comunidades”, comentou.

Para a coordenadora, as parteiras são peças fundamentais na efetivação dos direitos asseguradas às mulheres pela Rede Cegonha como o planejamento reprodutivo, atenção humanizada à gravidez, parto e puerpério. Além disso, a Rede Cegonha também tem foco no direito que as crianças possuem de nascer de forma segura e ter um crescimento saudável. “Esse direitos são essenciais no processo de implantação da Rede em alguns municípios, por acompanharem a mulher, desde o início da gestação até os primeiros anos da criança”, destacou.

Rede Cegonha – Lançada em março de 2011, pelo Governo Federal, a Rede Cegonha é um programa que visa garantir atendimento de qualidade a todas as gestantes pelo Sistema Único de Saúde (SUS), desde a confirmação da gestação até os dois primeiros anos de vida do bebê. Ela terá atuação integrada às demais iniciativas do SUS para a saúde da mulher.

A Rede Cegonha prevê ainda a qualificação dos profissionais de saúde responsáveis pelo atendimento às mulheres durante a gravidez, parto e puerpério, bem como a criação de estruturas de assistência, como a Casa da Gestante e a Casa do Bebê, e os Centros de Parto Normal, que funcionarão em conjunto com a maternidade para humanizar o nascimento.

As boas práticas de atenção ao parto e nascimento serão exigidas nas maternidades. Uma delas é o direito a acompanhante de livre escolha da mulher durante todo o trabalho de parto. O ambiente em que a mulher dará a luz deverá ser adequado para oferecer privacidade e conforto para ela e seu acompanhante. Ela terá acesso a métodos de alívio da dor e a possibilidade de ficar em contato pele a pele com seu bebê imediatamente após o nascimento, prática que hoje é demonstrada como benéfica para os dois.

As ações previstas na estratégia Rede Cegonha visam qualificar, até 2014, toda a rede de assistência, ampliando e melhorando as condições para que as gestantes possam dar à luz e cuidar de seus bebês de forma segura e humanizada.