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Governo do Estado abre campanha sobre a Lei Nacional Antifumo com grafitagem

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015 - 10:07 - Fotos:  Walter Rafael/Secom-PB

Buscando alertar a população sobre a Lei Nacional Antifumo e os malefícios do cigarro, uma campanha antitabagismo foi aberta na tarde desta quinta-feira (29) com grafitagens sobre o tema em dois locais da Capital – na sede da Secretaria de Saúde de João Pessoa e nos muros do Terminal de Integração.

As atividades continuam na manhã desta sexta-feira (30), no Ponto de Cem Réis, com a oferta de diversos serviços de saúde, entre eles o teste que estima o grau de dependência de nicotina, além de apoio psicológico ao fumante, orientação sobre tabagismo, distribuição de material educativo e divulgação dos locais de atendimento para o tratamento do fumante. Esse trabalho está sendo realizado nacionalmente pela Organização Não Governamental Aliança de Controle do Tabagismo (ACT).

O grafiteiro Giga Brown, responsável pelas artes da campanha, quis ressaltar a felicidade e bem-estar das pessoas que vivem livres do cigarro. “A arte da campanha era a Bandeira Nacional com a frase sobre a lei, mas eu quis mostrar, usando personagens que já fazem parte do meu trabalho, que a pessoa que vive livre do cigarro vive feliz, com o sorriso evidente por estar verdadeiramente livre desse mal”, disse o grafiteiro.

Amélia Figueiredo, 52 anos, foi fumante durante dez anos. Por insistência da família e alguns problemas de saúde, ela decidiu parar com o vício. “Não é fácil largar o cigarro quando você já fuma há tanto tempo, mas eu já estava me sentindo mal, cansada, não tinha coragem para nada. É importante que o próprio fumante tenha consciência de que precisa parar para poder viver com saúde. Força de vontade é fundamental”, disse.

Segundo a chefe do Núcleo de Doenças e Agravos Não Transmissíves, da SES, Gerlane Carvalho, o evento fortalece um trabalho que já vem sendo realizado pelo Núcleo. “Nós já trabalhávamos com base na Lei Estadual Antifumo. Agora, a Lei Nacional vem consolidar a luta na conscientização da população, por meio da prevenção e do tratamento ao fumante”, explicou. Ela lembrou ainda que o fumante passivo também pode adoecer por causa do cigarro, por isso a importância do cumprimento da Lei.

A Lei Nacional Antifumo proíbe o fumo em ambientes fechados, de uso coletivo, ou parcialmente fechados. Não existem níveis seguros de exposição à fumaça do cigarro, por isso, fumódromos não são mais permitidos.

Dados – Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Paraíba tem 453.546 fumantes, sendo 89.784 destes em João Pessoa. O tabagismo é um dos fatores de risco mais fortes para o aparecimento de câncer na população paraibana – a segunda causa de morte. Nos últimos dois anos, 734 pessoas morreram na Paraíba em decorrência de câncer de brônquios e pulmões.

O tratamento para parar de fumar é totalmente gratuito pelo SUS e nem todos os fumantes precisam fazer uso de medicamentos para acabar com o vício. “Alguns param de fumar só com acompanhamento psicológico. Depende do grau de dependência da nicotina, que é avaliado pelo médico. Os pacientes que têm um grau de dependência maior precisam da medicação”, esclareceu Gerlane Carvalho.

Os hospitais de referência no Estado no combate aos tipos de câncer relacionados ao uso do tabaco – pulmão, esôfago e laringe – são o Napoleão Laureano, Oncoclínica e Hospital Universitário Lauro Wanderley, em João Pessoa, e Hospital da Fundação Assistencial da Paraíba (FAP) e Hospital Universitário Alcides Carneiro (Huasc), em Campina Grande.