Fale Conosco

4 de abril de 2012

Governo distribui palma forrageira resistente à cochonilha-do-carmim



Cerca de 280 produtores rurais da região do Cariri Ocidental receberam, nessa terça-feira (3), na cidade de São Sebastião de Umbuzeiro, a variedade de palma forrageira resistente à cochonilha-do-carmim. A distribuição só foi possível graças a uma parceria entre o Governo do Estado, a Prefeitura Municipal e o Banco do Nordeste.

De acordo com o pesquisador Edson Batista Lopes, da Empresa Paraibana de Pesquisa Agropecuária (Emepa), foram entregues, ao todo, 80 mil raquetes da variedade Palmepa PB 1 e Palmepa PB 2. “Com a distribuição dessas raquetes, o Governo pretende desenvolver campos de produção de sementes, ou seja, de uma raquete plantada, brotarão novas raquetes, que serão repassadas a outros agricultores”, ressaltou.

O pesquisador acrescentou ainda que a nova palma resiste ao ataque do inseto e tem sido bem aceita pelos produtores. “Além disso, as cultivares dispensam a aplicação de agrotóxicos, adequando-se perfeitamente à seca da região”, disse. Segundo ele, cada produtor recebeu entre 100 e 150 raquetes.

O produtor rural Jurandir Pereira de Brito, do Sítio Barreiras, disse que não tinha mais condições de plantar a palma na sua propriedade, devido à praga. “Tudo foi destruído pela cochonilha. Felizmente, agora teremos a oportunidade de voltar a produzir a palma, com essa variedade resistente”, comemorou. Um caminhão da prefeitura auxiliou no transporte das palmas, conduzindo a variedade desenvolvida pela Emepa até as propriedades mais distantes.

Prejuízo – A palma forrageira é um alimento importante na atividade pecuária. Na região do semiárido paraibano, há cerca de dez anos os palmais vem sendo dizimados por um inseto conhecido como cochonilha-do-carmim, a partir de um foco no município de Sertânia, em Pernambuco, até os municípios de Monteiro e Sumé, na Paraíba.

O prefeito da cidade de São Sebastião de Umbuzeiro, Francisco Alípio Neves, disse que a praga destruiu 80% dos palmais nos dois Estados. “Pelo menos 100 mil hectares foram infestados de forma irrecuperável, com um prejuízo financeiro de cerca de R$ 150 milhões ao ano”, disse ele.

Só no final do ano passado, o Governo do Estado distribuiu dez mil raquetes a produtores familiares do Cariri Ocidental.