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5 de dezembro de 2012

Governo distribui 10 mil mudas de palma forrageira para pecuaristas



O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap), vai distribuir 10 mil raquetes de palma forrageira resistente a pragas para 100 famílias de agricultores e pecuaristas. A distribuição será nesta quinta-feira (6), às 9h, em frente a sede da Regional da Emater, no município de Itabaiana.

A ação visa garantir o abastecimento de ração animal durante o período da estiagem com a distribuição da palma forrageira, que é resistente à cochonilha do carmim, praga que dizimou os palmares localizados no Cariri Ocidental e Oriental nos último quatro anos. Toda a região Agropastoril do Baixo Paraíba será beneficiada, compreendendo as cidades de Itabaiana, Mogeiro, Salgado de São Félix, Ingá, Itatuba e Pilar.

De acordo com o presidente da Emepa, Manoel Duré, a seleção para distribuição foi realizada após análise das condições de irrigação. “Esses agricultores têm condições de mantê-las, diferente de outras regiões como o Cariri, que precisam dessas mudas urgentes, mas devido à falta de água eles não terão como irrigar e as mudas poderão morrer”, explicou.

Produção da palma – Desde o inicio do governo de Ricardo Coutinho foram distribuídas cerca de 500 mil mudas e raquetes da palma forrageira em todo o Estado, com o intuito de fazer com que o pecuarista obtenha uma variedade resistente à praga. As palmas forrageiras são cultivadas nos campos de multiplicação da Estação Experimental da Emepa de Lagoa Seca e Monteiro.

A palma forrageira é um alimento importante na atividade pecuária. A Emepa tem quatro cultivadores registrados no Ministério da Agricultura a partir de pesquisas. O foco da praga surgiu no município pernambucano de Sertânia e chegou a Monteiro e Sumé, na Paraíba.

Cuidados no manuseio – A Emepa também vai orientar o manuseio das mudas e raquetes de palma aos produtores. No campo, as mudas precisam passar oito dias na sombra depois do corte e, em seguida, poderão ser plantadas e irrigadas. Se um produtor plantar em um canteiro de um metro por dez metros, com espaçamento de dez centímetros, ele terá 1.000 mudas para plantar a cada 35 dias.

O Governo do Estado já desenvolve uma ação pioneira nesta região, onde  implementou a distribuição de volumoso de sorno e de milho, bem como subsidiou 50% do farelo de soja e do algodão. “Esta é uma ação inédita, onde existe a distribuição de volumoso de ótima qualidade e subsídio da ração protéica destinados aqueles que praticam a pecuária leiteira”, disse o presidente da Emepa.