João Pessoa
Feed de Notícias

Governo do Estado disponibiliza assistência e garante sustentabilidade na agricultura familiar

segunda-feira, 28 de abril de 2014 - 09:13 - Fotos:  Secom-PB

Cuidar da plantação e participar da Feira do Agricultor na Emater Paraíba são atividades que compõem a rotina do casal de agricultores Maria Inês dos Santos e Hélio Martins Pereira. Os dois residem no Sítio Santo Antônio, na comunidade Mata da Chica, no município do Conde, Litoral Sul da Paraíba. Junto com o marido, Maria Inês planta, rega e colhe os produtos agrícolas que são levados às mesas dos consumidores. Toda a produção segue um controle de qualidade, conforme a orientação dos técnicos. Os agricultores não usam agrotóxicos e primam pela qualidade do que oferecem aos consumidores.

O casal faz essa atividade há oito anos, desde quando passou a receber assessoramento da Emater Paraíba. As atividades no sítio são partilhadas entre os dois, que cuidam do roçado, colhem e preparam a mercadoria que comercializma em duas feiras, uma delas promovida pela Emater Paraíba em seu pátio nas sextas-feiras, entre 4h e 8h. “Desde quando começamos a frequentar essa feira, não perdemos uma semana sequer. Temos uma freguesia cativa”, afirmou a agricultura Maria Inês.

No sítio de 24,5 hectares, nem toda a área é cultivada, porque o casal mantém uma reserva ambiental para preservação da mata nativa. Na área usada para cultivo são produzidos inhame, macaxeira, batata-doce, melancia, milho, manga, jaca, abacaxi, coco, banana, mangaba, acerola e pitanga.

A água utilizada na irrigação por sistema de microaspersão vem de uma pequena barragem formada por nascente localizada na propriedade e onde o casal também cria peixe. “Orientados pelos extensionistas, plantamos árvores em torno da nascente e deixamos crescer plantas nativas nas proximidades, garantindo a abundância da água”, afirmou dona Mara Inês.

Desde criança, ela trabalha na agricultura junto com seu pai. Os irmãos ajudavam nas atividades agrícolas e outras atividades no campo. “Se pudesse, não tomava conta de casa, vivendo constantemente nos trabalhos do roçado. É algo que me dá prazer. Sinto-me feliz quando ando dentro da lavoura. Nunca sinto cansaço. O prazer está aqui no roçado, vencendo o cansaço”, comentou.

Eu me orgulho de ser agricultora. Em todo o lugar aonde chego, me apresento como agricultora. Meu conselho é para que nunca desistam. É preciso ser perseverante porque as dificuldades a gente vence”, estimula Maria Inês.

Técnica – Para oferecer um bom produto, o casal de agricultores colhe as frutas com antecedência e as deixam amadurecer naturalmente debaixo das árvores e de uma latada. “A banana, o mamão, a seriguela, o abacate e outras frutas nunca passam por processo químico para forçar o amadurecimento”, garante Inês. “Tudo nós tiramos do campo, dos nossos roçados direto para a cidade. A verdura, por exemplo, é colhida na tarde que antecede à feira”, disse.

O casal de agricultores familiares tem consciência ecológica e de preservação ambiental, por isso trabalham com um olhar para o que resta de mata atlântica em suas terras. Quando necessário, faz o replantio de áreas para que nunca ficar sem espaço verde.

Outro aspecto que se destaca no sítio é o sistema de uso do solo: quando os agricultores percebem que a terra já não produz no mesmo vigor, passa a utilizar outra área, deixa aquele espaço sem uso por um período. “A capoeira (área de mata rasteira) cresce e, dois ou três anos depois, voltamos a usar na plantação”, comentou a agricultura.