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17 de junho de 2015

Governo discute formalização de cooperativas com irrigantes de Gravatá e Várzeas de Sousa



O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap), está realizando reuniões com os produtores das áreas com potencial de irrigação, nos perímetros de Gravatá em Nova Olinda e no perímetro já consolidado das Várzeas de Sousa. As reuniões, que tiveram início na segunda-feira (15), terminam nesta quarta-feira (17), na cidade Sousa.

Com objetivo de potencializar as atividades produtivas e sustentáveis dos irrigantes e colocar os produtos no mercado aberto com a mesma garantia e qualidade sanitária dos grandes distribuidores, o governo está desenvolvendo ações onde os produtores possam se organizar e formalizar suas atividades através de cooperativas.

Segundo o secretário Rômulo Montenegro, titular da Sedap, as iniciativas para implantação e formalização dessas áreas são necessárias para que eles possam vender sua produção diretamente no mercado, sem atravessador. “Compete ao Estado conduzir as políticas públicas que desenvolvam essas que já são uma realidade e o governo percebe que a forma que se tem para que eles possam colocar os produtos no mercado é estarem organizados em cooperativas. Para conseguir concorrer no mercado precisam de investimentos e o produto precisa estar dentro dos padrões que o mercado aberto exige. Isso carece de investimentos e estando organizados e formalizados viabilizarão o escoamento da produção. Então, nós estamos criando um instrumento jurídico capaz de desenvolver essa cadeia produtiva. Hoje todos querem migrar para a formalidade e o governo está viabilizando junto aos irrigantes essa oportunidade”, diz o secretário.

Na oportunidade, a representante da Organização das Cooperativas do Estado (OCB-PB), Erika Leitão, relatou que as ações com o cooperativismo dão oportunidade aos produtores de se organizarem e angariar recursos para estabelecer suas atividades.

Wigno Marques, irrigante das Várzeas de Sousa, diz estar confiante com a formalização da cooperativa. “Nós vamos iniciar a cooperativa com cerca de 40 cooperados, mas logo que obtivermos resultados muitos outros irão chegar. Antes de produzir a gente achava que o problema era ter o produto, hoje sabemos que o principal gargalo é a comercialização desses produtos, mas se o governo continuar com esse apoio prestando assistência através da OCB a nossa expectativa é grande e vamos conseguir o nosso objetivo ou seja, a nossa produção não vai ficar parada”.

Estão presentes às reuniões, o gerente de Irrigação da Sedap, Demilson Lemos; a gerente executiva de Organização Rural, Ivanilza Macedo e representantes da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).