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Governo discute com ONGs ações de vigilância, controle e prevenção das DSTs, aids e hepatites virais

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014 - 19:28 - Fotos: 

As ações de vigilância, controle e prevenção das doenças sexualmente transmissíveis, aids e hepatites virais para o ano de 2014 na Paraíba foram discutidas nesta terça-feira (4), durante reunião da Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Gerência Operacional das DST/Aids/Hepatites Virais, com nove Organizações Não Governamentais (ONG), no Centro Formador de Recursos Humanos (Cefor), na capital, no bairro da Torre.

A gerente operacional das DST/Aids/Hepatites Virais da SES, Ivoneide Lucena, informou que durante esse primeiro encontro de 2014 foram distribuídos kits para fortalecer as ações das ONGS, contendo livros que tratam dos temas Dst’s, HIV/AIDS, Hepatites e Violência, além de duas próteses dos órgãos genitais masculino e feminino.

Para Andréa Cecília, presidenta da Esperança no Amanhã (ENA), que trabalha com crianças e adolescentes, em Campina Grande, na assistência e prevenção, o material doado será utilizado nas palestras promovidas nas escolas e nas oficinas de sensibilização dos pais. “Aqui nesta reunião a gente coloca todas as nossas expectativas, frustrações, o que a gente pretende e o mais importante é o apoio que o Governo do Estado dá, principalmente, na parte financeira”, comentou.

Luza Maria Silva, coordenadora geral da Associação das Prostitutas (Apros), acha o apoio do governo fundamental. “A gente só consegue fazer as coisas com o apoio do governo, que permite o nosso trabalho com as prostitutas de prevenção das doenças, nas zonas de várias cidades”, disse.

Para Ivoneide Lucena, encontros desta natureza são importantes para troca de saberes. “A gente consegue apresentar a proposta inicial do governo mas, acima de tudo, ouvir as ONGS que trazem as demandas das comunidades que não chegam aos gestores”, declarou. Disse ainda que no mês de abril será publicado edital para as ONGs apresentarem seus projetos com ações para 2014.

Ao final, foi distribuído um questionário no qual a organização deverá indicar de que forma a SES poderá ajudar nas ações. Segundo Cleber Ferreira Silva, coordenador técnico do Movimento Espírito Lilás (MEL), que trabalha com Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), encontros entre as ONGs é bastante pertinente. “É uma das maneiras de encontro de enfrentamento positivo. A união entre as ONGS é extremamente importante para que as ações sejam colocadas em prática”, concluiu.

O Ministério da Saúde informou que, neste ano, serão disponibilizados mais de R$ 2,9 milhões para o financiamento de ações de vigilância, controle e prevenção destas doenças nos 223 municípios paraibanos.