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26 de novembro de 2013

Governo destaca serviços no Dia Nacional de Combate ao Câncer



No Dia Nacional de Combate ao Câncer, realizado nesta quarta-feira (27), o Governo do Estado destaca os serviços disponibilizados para diagnóstico e tratamento da doença. Os pacientes podem contar com exames realizados no Centro Especializado de Diagnóstico do Câncer (CEDC). O espaço funciona em João Pessoa e realiza 15 tipos de exames. Os exames são solicitados pelas unidades básicas de saúde e pela Central de Regulação.

Fundado em 1998 para rastrear o câncer do colo do útero, o Laboratório de Anatomia Patológica do Centro Especializado de Diagnóstico do Câncer é referência no atendimento da rede pública de saúde na Paraíba. O serviço atende cerca de 100 municípios paraibanos e disponibiliza os laudos dos exames citopatológicos, via e-mail, propiciando aumento da produtividade e reduzindo o tempo de atendimento total.

De acordo com a diretora do Centro Especializado, Roseane Soares, cerca de 10 mil exames são realizados mensalmente com destaque para os citopalógicos (8 mil), que previnem o câncer de colo de útero. O Centro também é o responsável pela realização do Monitoramento Externo de Qualidade dos exames citopatológicos de colo de útero, realizados em toda a Rede SUS da Paraíba.

Patos - Outra ação importante do Governo do Estado no combate ao câncer é a construção do Centro de Oncologia do Hospital Regional de Patos. Será o primeiro centro de oncologia do Semiárido nordestino. Serão investidos aproximadamente R$ 6 milhões na parceria entre os Governos Estadual e Federal, incluindo os recursos destinados à aquisição dos equipamentos. A ordem de serviço para a construção do Centro foi assassinada pelo governador Ricardo Coutinho.

Depois de concluído, o Centro vai beneficiar sete Gerências Regionais de Saúde (6ª, 7ª, 8ª, 9ª, 10ª, 11ª e 13ª GRS), o que representa melhoria de acesso ao serviço para uma população de 902.310 habitantes. “Com esse serviço, muitos pacientes do interior do Estado não precisarão mais viajar para Campina Grande ou João Pessoa à procura de atendimento especializado, pois o Centro irá oferecer esse tipo de atendimento”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Waldson Souza.

O secretário ainda afirmou que a meta do Governo do Estado não é apenas construir unidades de saúde, mas organizar a rede com serviços de qualidade e atendimento humanizado. “ Reduzir o sofrimento do paciente e de sua família e melhorar sua autoestima serão resultados imediatos quando o Centro entrar em funcionamento. Do ponto de vista da administração pública, haverá redução de gastos gerada pela descentralização dos serviços”, destacou.

Medicamentos – O Governo do Estado também distribui vários medicamentos para o tratamento do câncer, beneficiando centenas de pacientes cadastrados. Os remédios são distribuídos pelo Almoxarifado Central da Secretaria da Saúde. Os remédios são de alto custo e o tratamento final para cada paciente pode chegar a cerca de R$ 100 mil.

Parcerias - O Governo do Estado também adquiriu, com recursos próprios, um acelerador linear para o Hospital Napoleão Laureano, que é referência no diagnóstico e tratamento do câncer na Paraíba. O equipamento custou R$ 2,1 milhões e beneficia 100 pacientes por mês.

Sistemas cadastrados – Na Paraíba, são quatro unidades de referência para o câncer: o Hospital Napoleão Laureano (Cacon) e o Instituto Walfredo Guedes Pereira (Unacon) em João Pessoa, e a Fundação Assistencial da Paraíba, e o Hospital Universitário em Campina Grande. Todas essas unidades estão com os seus Registros Hospitalares de Câncer em operação.

Outros dados – O Câncer é a segunda causa de óbitos na Paraíba, perde apenas para as doenças cardiovasculares. De acordo com dados da Gerência Operacional de Resposta Rápida da SES, em 2011, o câncer matou 3.222 pessoas na Paraíba e ano passado foram 3. 379 óbitos. Em 2011, o câncer de próstata liderou as ocorrências com 296 mortes, seguido pelo câncer de estômago com 281 óbitos e em terceiro lugar ficou o câncer de pulmão com 280 mortes. Em 2012, o câncer que mais matou foi o de pulmão com 327 óbitos, seguido do de próstata com 267 e estômago com 257.

Sobre a doença – Segundo a chefe do Núcleo de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Gerlane Carvalho, o câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo. Cada órgão, por sua vez, pode ser afetado por tipos diferenciados de tumores, menos ou mais agressivos.

De acordo com ela, a prevenção nem sempre é possível, mas há fatores de risco que estão na origem de diferentes tipos de tumores. O principal é o tabagismo. O consumo de bebidas alcoólicas e de gorduras de origem animal, dieta pobre em fibras, vida sedentária e obesidade também devem ser evitados. São raros os casos de câncer que se devem apenas a fatores hereditários.

Ações de prevenção primária e detecção precoce de doenças são capazes de reduzir a mortalidade, melhorar o prognóstico e qualidade de vida dos doentes. O tratamento do câncer é feito por meio de uma ou várias modalidades combinadas. A principal é a cirurgia, que pode ser empregada em conjunto com radioterapia, quimioterapia ou transplante de medula óssea. O médico vai escolher o tratamento mais adequado de acordo com a localização, o tipo do câncer e a extensão da doença. Todas as modalidades de tratamento são oferecidas pelo SUS.