Fale Conosco

25 de maio de 2012

Governo comemora 100º transplante de rim e crescimento de procedimentos



O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), comemorou, na noite desta quarta-feira (24), o centésimo transplante de rim realizado no Hospital Antônio Targino, em Campina Grande, desde novembro de 1990. Desse total, 47 ocorreram em 2011 e 2012.

Durante o evento, no auditório do Hotel Village, em Campina Grande, o médico transplantador de rim Rafael Maciel avaliou que o crescimento do número de transplantes de rim, sobretudo entre os anos de 2011 e 2012, se deve ao apoio do Governo do Estado, o trabalho desenvolvido pelas equipes do Instituto Social de Assistência a Saúde (Isas) e do Hospital Antônio Targino, além de um centro transplantador que oferece tecnologia.

A comemoração iniciou às 20h e contou com a presença do diretor do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (SUS), Adalberto Fulgêncio, que representou o Ministério da Saúde; da gerente executiva da Regulação e Avaliação da Assistência da SES, Mércia Santos, representando o secretário Waldson Dias de Souza; do diretor do Hospital Antônio Targino, José Targino da Silva, além de médicos transplantadores e pacientes que já passaram pelo procedimento.

Na abertura do evento, o médico Rafael Maciel, um dos responsáveis pelo trabalho que está sendo desenvolvido em Campina, destacou o trabalho, atenção e dedicação que o Isas tem desenvolvido com os pacientes portadores de insuficiência renal em Campina Grande. O médico ressaltou ainda do apoio que o Governo do Estado tem dado à causa e disse que isso influencia positivamente nos bons resultados.

O diretor do SUS, Adalberto Fulgêncio, avaliou que a comemoração tem um significado muito importante para a população e afirmou que o Programa Nacional de Transplantes do Brasil é um dos melhores do mundo, porque prioriza o paciente que tiver o órgão compatível com o que ele necessita. “Tenho orgulho em fazer parte de um evento como esse, pois tem uma agregação de valor muito grande”, concluiu.

De acordo com a gerente executiva da Regulação e Avaliação da Assistência da SES, Mércia Santos, a política de transplantes se tornou uma meta prioritária nessa gestão, tendo em vista as dificuldades que antigamente se encontrava em manter os pacientes preparados para a realização do transplante. Segundo ela, em épocas passadas, os órgãos chegavam a ser enviados para outros Estados pela falta de estrutura local em realizar os exames e manter os pacientes preparados na lista de espera.

“Essa realidade mudou com a assinatura do convênio entre o Governo do Estado e o Isas, onde os pacientes são bem acolhidos e ficam com os exames em ordem e prontos para a realização do procedimento, graças à sensibilidade que o atual governo tem com o assunto”, elogiou.

Ela afirmou também que o convênio tornou o Hospital Antônio Targino referência em transplantes renais na Paraíba. “Esse mesmo convênio vem sendo estruturado com o hospital transplantador São Vicente de Paula, o qual garantirá aos pacientes de João Pessoa os mesmos benefícios praticados aos pacientes de Campina Grande”, disse.

Mércia informou ainda que o Estado tem investido anualmente cerca de R$ 1,4 milhão em medicamentos, além do incentivo de 20% concedido às equipes médicas por cada transplante realizado, como forma de impulsionar a prática da captação e do transplante no Estado. “É importante também que a população se conscientize e doe órgãos. Sem isso fica impossível a realização de transplantes”, apelou.

Durante o evento, médicos e o diretor do Hospital Antônio Targino receberam placas em homenagem ao trabalho desempenhado. Além disso, a professora Maria Cristina de Castro da Universidade de São Paulo (USP) falou sobre o tratamento dos pacientes que fazem hemodiálise, os custos e métodos na medicina mais eficazes para detectar a incompatibilidade de órgãos e realizar o procedimento com maior rapidez, além de medicamentos que podem contribuir e fortalecer os pacientes.

A comemoração foi encerrada com a apresentação musical de Sônia Maria dos Santos, de 54 anos, e Jhonatas Adones, de 25 anos, mãe e filho que fizeram há 34 dias o transplante de rim. Para Sônia, o ato de doar representa um recomeço de vida. “Me sentia mal em ver meu filho sem comer e sem andar direito e escravo da hemodiálise. Então quando soube que era compatível, fiquei super feliz em contribuir para que ele continue vivendo, isso foi gratificante para mim. É importante que as famílias se conscientizem sobre esse ato tão importante que é a doação de órgãos”, destacou.