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Governo começa distribuição de sementes no próximo dia 25

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010 - 11:58 - Fotos: 

Os grãos serão entregues pela Secretaria de Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca. Serão distribuídas 1.085 toneladas de milho, 248 toneladas de feijão e outras 120 toneladas de algodão. Ao todo, as sementes irão somar quase 1.500 toneladas. Quase 109 mil famílias serão beneficiadas diretamente pela distribuição.  A meta do governo é aumentar em 30% a produção deste ano, em relação a safra 2009.

Cerca de 80% das toneladas que serão distribuídas foram produzidas na Paraíba e no Rio Grande do Norte. As outras 20% restantes foram compradas pelo governo. O Estado investiu cerca de R$ 6,3 milhões na aquisição de sementes.

A estimativa do governo é que as sementes aumentem em 30% a produção da safra 2010 em relação ao ano passado, como revela o secretário de Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca, Ruy Bezerra. Ele explica que as sementes apresentam boa qualidade genética e têm condições de aumentar a produção deste ano. "O grande benefício dessa distribuição é que ela permite que o pequeno produtor tenha acesso a semente de boa qualidade, já que ela não existe para ser comercializada em todas as regiões", detalha o secretário.

Datas - No dia 25, a distribuição começará pelo Sertão. Nessa região, o trabalho prossegue até 12 de fevereiro. No Cariri e Seridó, as sementes serão entregues entre os dias 1 e 12 de fevereiro. Em Campina Grande e no Brejo, os agricultores receberão as sementes entre 1 e 12 de março. Já os produtores do Agreste e Litoral serão contemplados no período de 15 a 26 de março.
 
Condições - Ruy Bezerra explica que não é cobrado nenhum valor monetário em troca das sementes. Elas são entregues em regime de permuta. Ou seja, os agricultores as usam na produção deste ano. Mas na próxima safra devem devolver o dobro da quantidade de sementes recebida ao governo. As sementes serão entregues a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater-PB) e serão usadas em atividades ligadas à agricultura.

Para facilitar a entrega das sementes, o secretário destaca que os produtores terão apenas que assinar um termo de adesão no ato do recebimento das sementes. O documento foi registrado em cartório e pode legitimar as regras da permuta. No ano passado, as condições eram regidas por contrato, o que tornava o trabalho mais burocrático.

Aumento da safra - A meta do governo é aumentar em 30% a safra 2010, em relação à de 2009. Ruy Bezerra lembra que, devido às chuvas, houve uma queda de 15% na produção do ano passado. Ele acredita que, como a previsão dos meteorologistas é de menos chuva para este ano, será possível recuperar esse índice.

Já com a distribuição das sementes, o governo espera elevar a produção em mais 15%. “Juntando os dois números, acreditamos que fecharemos o ano com um aumento de 30% sobre a safra de 2009”, reforçou o secretário.

Algodão - Além de aumentar a produção, o governo também pretende recuperar o cultivo do algodão. Ruy Bezerra salienta que a Paraíba chegou a produzir 700 mil toneladas por ano do produto agrícola. No entanto, atualmente, essa quantidade anual  não passa de quatro mil toneladas.

Entre os motivos que causaram essa queda, estão a praga do “Bicudo”, o endividamento dos produtores e a concorrência desleal de outros países.  “A meta do governo é revitalizar a cultura a partir de 2011. Para isso, estamos distribuindo sementes neste ano”, frisa o secretário.

Entre os maiores problemas da cultura do algodão está a praga do “Bicudo”, um tipo de inseto que destrói as plantações. Para combatê-lo, a Secretaria de Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca irá investir em pesquisa. Ruy Bezerra explica que pesquisadores descobriram uma espécie de algodão que se mostra mais resistente que o “Bicudo”.

O governo irá plantar cerca de 600 hectares com essa espécie para fazer o acompanhamento da planta. “Só com os resultados dessa experiência é que podemos orientar como os agricultores devem proceder para melhorar o cultivo do algodão”, declara o secretário.  

Nathielle Ferreira, da Secom