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Governo começa distribuição de sementes a partir do dia 15

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010 - 14:48 - Fotos: 
A Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Pesca (SEDAP) vai distribuir 1.263 toneladas de sementes selecionadas de milho, feijão e algodão, de acordo com o calendário agrícola. A partir da segunda quinzena de deste mês de janeiro, o insumo agrícola será entregue a cerca de 90 mil agricultores familiares que aderiram ao programa Seguro Garantia Safra. Eles receberão um quilo do produto e devem restituir dois quilos à Emepa.

A informação é do secretário Rui Bezerra Cavalcanti, acrescentando que serão utilizados cerca de 13 caminhões, que levarão o insumo às unidades da Emater, existentes em sete pólos: Guarabira, Monteiro, Campina Grande, Patos, Cajazeiras, Itaporanga e Princesa Isabel. Ele trabalha com a expectativa otimista de elevação de 30% da produção de grãos, porque, em 2009, o excesso de chuvas provocou queda de 15% da safra agrícola, então, espera-se a recuperação das perdas e mais 15% de crescimento em decorrência do fornecimento de sementes. “O inverno será adequado suficiente e adequado para a safra”, entende o secretário.

Foram aplicados recursos da ordem de R$ 5,5 milhões, oriundos do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (FUNCEP-PB). Outro aspecto destacado pelo secretário é o fato de que 43% das sementes distribuídas serem produzidas no estado através da Emepa. A perspectiva é de que para a safra de 2011, toda a demanda seja cultivada pela própria empresa estadual de pesquisa agrícola.

Quantidades
– Os pequenos produtores vão receber 100 toneladas de semente de algodão (variedade BRS-8H), que tem ciclo produtivo de 100 a 110 dias. Serão 908 toneladas de semente de milho (nas variedades sertanejo e cruzeiro), também com igual ciclo produtivo. No caso do feijão (variedades vigna guariba e phaseolus), serão fornecidas 207 toneladas de sementes para plantio a seco e de colheita em 70 dias.

Os agricultores contarão com a assistência técnica do extensionista da Emater, através da chamada assistência grupal, ou seja, através de associações, cooperativas e sindicatos. A estratégia foi adotada para superar a carência de pessoal da empresa de extensão rural, que possui, atualmente, 470 extensionistas (dos quais 100 estão em funções administrativas ou cedidos a outros órgãos) e necessitária de 1.200 técnicos no quadro de pessoal. Dessa forma, se potencializará as orientações para o plantio das sementes selecionadas.

Calendário de distribuição:

2ª quinzena de janeiro – sementes seguem para o sertão
1ª quinzena de fevereiro – sementes serão levadas para Cariri e Seridó
2ª quinzena de fevereiro – sementes chegarão ao Brejo e ao Litoral
    
Total de Sementes:

 
1.263 toneladas de milho, feijão e algodão
550 toneladas produzidas pela Emepa
407 toneladas adquiridas da Emparn
308 toneladas compradas de outros fornecedores

Biodiesel – A Paraíba tem cerca de 200 mil agricultores familiares que podem aderir ao programa de produção de mamona e girassol para a produção de biodiesel. Simultaneamente à distribuição de sementes selecionadas de milho, feijão e algodão, a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Pesca (SEDAP) também fará a distribuição de 15 mil toneladas de sementes de mamona e de girassol.

A ação é resultado de parceria entre o Governo do Estado e a Petrobrás, e visa ter produção de mamona e de girassol que gerem renda para o pequeno agricultor e que justifiquem a instalação de uma usina de processamento de biodiesel no estado. Foi o que explicou o secretário Rui Bezerra Cavalcanti, enfatizando que neste programa, há uma garantia de compra da produção por parte da Petrobrás.

Ele informou, ainda, que, no caso dos municípios onde está havendo pelas prefeituras um programa de corte da terra e preparação do solo, o Governo do estado pode contribuir, por meio de convênio, com o fornecimento de óleo diesel. Serão disponibilizadas dez mil toneladas de sementes mamona (com ciclo produtivo de seis a oito meses) e mais cinco mil toneladas de sementes de girassol (com ciclo produtivo de 90 a110 dias). Rui Bezerra observou que o cultivo dessas duas espécies, com vistas ao programa de produção do biodiesel, pode ser uma alternativa econômica para substituir, em algumas áreas, o plantio de algodão.

Revitalização
– A Paraíba pode ter uma área plantada de algodão de 20 mil hectares, em 2010, contra uma extensão de apenas 3,2 mil hectares em 2009, quando houve uma colheita de 3,5 mil toneladas de pluma de algodão.

Para a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Pesca, este ano de 2010 é o início da revitalização da cultura do algodão no Sertão da Paraíba, pois o estado já chegou a colher, por ano, 700 mil toneladas do produto. Esta perspectiva decorre da ação de distribuição de sementes selecionadas e de assistência técnica aos pequenos produtores.

Naná Garcez, da Secom