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27 de novembro de 2012

Governo capacita recenseadores para censo quilombola da Paraíba



O Governo do Estado está capacitando os agentes recenseadores para participar do primeiro Censo Quilombola da história da Paraíba, que será iniciado na próxima segunda-feira (3), nas comunidades localizadas no Litoral, Brejo, Agreste e Curimataú. A ação está sendo realizada pela Associação de Apoio às Comunidades Afrodescendentes (AACADE), em parceria com o Projeto Cooperar, por meio do financiamento do Banco Mundial.

A iniciativa irá beneficiar aproximadamente 15 mil pessoas de 38 comunidades quilombolas existentes no estado, com o objetivo de identificar os indicadores sociais dessas regiões e traçar programas governamentais de acordo com as necessidades específicas de cada área.

“Algumas ações de coleta de dados já haviam sido realizadas anteriormente em determinadas localidades, mas sempre foram feitas através de informações básicas e de relatos das próprias lideranças quilombolas. A partir de agora, essas variáveis sociais e econômicas irão dar o suporte necessário para os programas governamentais traçarem diversos formatos de atuação, em benefício concreto dos moradores locais.”, explicou a secretária executiva da AACADE e coordenadora do Censo Quilombola, Francimar Fernandes.

Os 13 recenseadores habilitados para a coleta de dados dessa primeira etapa irão contar com a orientação de um supervisor durante o cronograma de visitas domiciliares. As informações quantitativas e qualitativas irão identificar o número de pessoas que residem nessas áreas específicas, onde elas estão situadas, além dos levantamentos sobre o perfil e a faixa etária da população e dos registros sobre saneamento e infraestrutura.

Médio Sertão – De acordo com a programação pré-estabelecida pela direção da AACADE, a coleta de dados na região do Médio Sertão será iniciada nos dias 15 e 16 de dezembro, compondo a segunda fase do processo. O Alto Sertão paraibano será o último segmento territorial a ser visitado, mas a conclusão do Censo está programada para o mês de fevereiro.

“Esse processo é extremamente valioso para o setor público e para a sociedade em geral, pois através das informações detalhadas e atualizadas dessas comunidades nós teremos uma radiografia das condições reais dessas populações. Esses dados serão essenciais para construção de um planejamento mais eficaz dos trabalhos a serem desenvolvidos nas comunidades quilombolas do estado”, destacou o gerente executivo da Equidade Racial, da Secretaria da Mulher e da Diversidade Humana da Paraíba, Roberto Silva.