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Governo apoia produção sem agrotóxicos em Esperança

quarta-feira, 17 de julho de 2013 - 09:40 - Fotos:  Secom-PB

Produzir agroecologia é investir em qualidade de vida, se preparar para o futuro com responsabilidade”. O depoimento é do agricultor Francinaldo Silva de Luna, que mora no assentamento Carrasco, em Esperança, a 159 km de João Pessoa. Ele é um dos 14 trabalhadores que apostam na produção sem agrotóxicos e, hoje, colhe os lucros. São 61 hectares de terra e uma infinidade de produtos, que ajudam a manter a vida no campo. O forte, atualmente, é a batata-doce.

Francinaldo é presidente da associação que reúne as famílias do assentamento. Além da batata-doce, ele planta laranja, limão, hortaliças, feijão e milho. “Começamos a nos organizar em 2007 quando adquirimos a terra onde moramos, por meio do Programa Nacional de Crédito Fundiário, parceria do Governo da Paraíba com o Ministério do Desenvolvimento Agrário”, lembra. Naquela época, segundo o agricultor, plantava-se apenas laranja e limão. Hoje, as culturas são diversificadas.

Sempre valorizamos a agricultura orgânica por saber que o agrotóxico é prejudicial à saúde”, explica o agricultor. Essa preocupação rende lucros até hoje. O trabalhador afirma que a procura por produtos sem pesticidas é cada vez maior. “Antes, tinha gente que nem apostava no que produzimos hoje, mas ainda bem que eles estavam errados”, brinca. Os agricultores do Carrasco também plantam acerola, umbu, graviola, pinha, jaca, manga, coco, pitanga, pitomba e outras frutas, tudo sem agrotóxico.

Programas sociais – A produção do assentamento Carrasco serve para comercialização e integra a lista de produtos inseridos em ações como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). “Até o próximo ano, queremos ampliar a nossa participação no programa e colaborar, também, com o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), como forma de reforçar os nossos objetivos”, adiantou o agricultor.

Apoio – O acompanhamento e a assistência técnica de entidades parceiras são fundamentais. Segundo Francinaldo, o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater-PB), da Federação dos Trabalhadores na Agricultura da Paraíba (Fetag), do Instituto de Terras e Planejamento Agrícola do Estado (Interpa) e outros órgãos ajudam o trabalho no campo. “Quando liberamos os R$ 110 mil para os agricultores do Carrasco, em 2007, pelo Crédito Fundiário, não imaginávamos que o assentamento seria apontado como modelo de gestão e produção sustentável em todo o Estado”, diz o presidente do Interpa, Nivaldo Magalhães. “Saber que o trabalho se desenvolveu e, atualmente, serve de referência até para outras áreas da Paraíba nos dá sensação de dever cumprido”.

Crédito Fundiário – O Programa Nacional de Crédito Fundiário foi criado pelo Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário/Secretaria de Reordenamento Agrário, em 2002. O recurso é usado na estruturação necessária para a produção e assistência técnica e extensão rural das áreas beneficiadas. Além da terra, o agricultor pode construir a casa, preparar o solo, comprar implementos, ter acompanhamento técnico e o que mais for necessário para se desenvolver de forma independente e autônoma. O financiamento pode ser individual ou coletivo. O programa possui condições diferenciadas de acordo com o valor do financiamento contratado. O pagamento é feito em até 20 anos, incluindo três anos de carência.