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Governo analisa riscos de desastres naturais na Paraíba

sexta-feira, 5 de outubro de 2012 - 16:36 - Fotos:  Secom-PB

Especialistas em recursos hídricos, clima, meio ambiente e desastres naturais, estiveram reunidos hoje pela manhã, em João Pessoa, para avaliar os riscos de catástrofes provocados por eventos climáticos na Paraíba. O encontro aconteceu no auditório da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado (Aesa) e contou com a presença de técnicos do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad).

Durante o evento foi apresentado um histórico dos eventos climáticos extremos da Paraíba, com o objetivo de juntar informações para subsidiar a gestão de riscos. A meteorologista da Aesa, Marle Bandeira, apresentou um resumo das maiores variações pluviométricas no Estado a partir de 1994 até hoje.

“Nosso banco de dados comprova que os anos de 1998 e 2012 são os mais secos deste período e a estiagem este ano é ainda maior, já que todas as regiões da Paraíba estão tendo chuvas abaixo da média. No caso do Sertão, a baixa é de quase sessenta por cento. Há uma tendência de que os próximos anos sejam de pouca chuva no Alto Sertão e redução também no Litoral”, alertou.

Considerada a maior estiagem na Paraíba durante os últimos 20 anos, a queda nos índices pluviométricos este ano contrasta com a devastação causada pela estação chuvosa de 2011. De acordo com a Defesa Civil do Estado, no ano passado 57 cidades foram atingidas pelas cheias causando um prejuízo de 50 milhões de reais.

“Encontros como estes nos permitem planejar ações para superar estas alternâncias de secas e chuvas intensas. Com planejamento estratégico, o Governo do Estado já treinou representantes de 115 cidades com o Plano Nacional de Defesa Civil. Este ano já foram distribuídas 7.000 cestas básicas e nove mil toneladas de ração para o gado. Também faz parte da nossa meta recuperar 480 poços e beneficiar 20 mil produtores”, contabilizou o José Walber Rufino Tavares. “Esta preparação vai nos permitir uma antecipação aos desastres naturais. Buscamos corresponder às expectativas dos cidadãos paraibanos e garantir que eles possam continuar vivendo em sua região, seja em épocas de secas ou de muita chuva”, acrescentou a presidente a Aesa, Ana Maria Torres.

O histórico de eventos críticos e ações apresentadas pelo Governo do Estado durante o encontro está sendo catalogado pelo Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres. “É fundamental trabalharmos em parceira com estados como Paraíba, Pernambuco e Ceará, que são referência na área de meteorologia, para que possamos nos antecipar aos problemas e criar soluções integradas”, informou o analista de infraestrutura do Cenad, Getúlio Ezequiel Filho.