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Governo aguarda envio do imunizante para atender a todas as crianças que precisam dele na Paraíba

quarta-feira, 23 de setembro de 2009 - 15:04 - Fotos: 
O secretário de Estado da Saúde, José Maria de França assegurou, junto ao Ministério da Saúde, o envio de doses extras da vacina pneumocócica 7-valente, para atender não só ao bebê cardiopata Ângelo Gabriel, cujo caso foi divulgado na imprensa, mas as outras crianças que sofrem de imunodepressão e estão aguardando o imunizante, na Paraíba. As doses devem chegar ao Estado ainda esta semana.
O Governo Federal passou cinco meses sem distribuir a vacina aos Estados, por causa de uma licitação internacional e, nesse período, se criou uma demanda reprimida, que não foi atendida com as 30 doses que chegaram na semana passada.

Atender a todos – “Se o Ministério da Saúde não tivesse garantido essas doses extras não poderíamos atender ao bebê Gabriel, porque outras crianças na mesma condição e que estão na espera por mais tempo seriam prejudicadas. Todas as crianças com indicação para a vacina têm doenças tão ou mais graves do que a desse bebê e todas precisam ser atendidas com a mesma prioridade. Vamos trabalhar para que o estoque seja regularizado e que possamos atender a todos os casos”, explicou.

A mãe de Ângelo Gabriel, Maria da Penha Fernandes disse ser a segunda vez que o secretário José Maria de França intervém para garantir o tratamento de seu filho. “Se o secretário disse que vai resolver, eu fico tranquila. Ele agilizou a cirurgia cardíaca de Gabriel (em junho deste ano) e sei que ele realmente se preocupa. Às vezes a gente procura a imprensa, porque sabe que é um meio dele ficar sabendo de nossas dificuldades”, disse Penha.

Justiça – A diretora do Complexo de Pediatria Arlinda Marques, onde funciona o Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (Crie), explicou que o serviço precisa seguir as normas do Ministério da Saúde. “Quando essa mãe nos procurou, explicamos que o bebê dela seria atendido, mas não era justo com as outras mães e as outras crianças que ela passasse na frente das que estavam esperando há mais tempo”, disse.

O coordenador do Núcleo de Imunização da SES, Walter Albuquerque, explicou que a vacina é preventiva. “A vacina não é de urgência e não se trata de um caso de vida ou morte, mas de prevenção de pneumonias graves em pessoas com baixa imunidade. A vacina é feita nos Estados Unidos e o Ministério da Saúde passou cinco meses sem o imunizante, esperando uma licitação internacional”, explicou. Até um ano de vida, crianças com imunodepressão precisam tomar doses da vacina e mais um reforço.

Da Assessoria de Imprensa da SES-PB