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Governadora em exercício defende participação das mulheres na política

quarta-feira, 26 de março de 2014 - 09:52 - Fotos:  Francisco França/Secom-PB

A governadora em exercício, Fátima Bezerra Cavalcanti, abriu, nessa terça-feira (25), os debates sobre a participação da mulher na política. O encontro foi realizado no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Paraíba (OAB-PB). Na ocasião, Fátima Bezerra Cavalcanti defendeu a presença das mulheres na política. “É importante o aumento da participação das mulheres na política, em cargos de decisão e cargos de comando, seja no congresso ou nos parlamentos estaduais e municipais. As mulheres precisam reagir porque possuem a mesma competência, a mesma disposição de trabalhar e com um algo a mais, que é a sensibilidade e a organização características femininas”, destacou.

O evento foi promovido pela Associação Brasileira das Mulheres de Carreira Jurídica (ABMCJ/PB). De acordo com a governadora em exercício, esse é um momento histórico em que as mulheres de destaque na política e na magistratura se juntam para refletir sobre as cotas partidárias das mulheres na política. “O Brasil está perdendo muito em não ter mais mulheres na política e também nas cortes superiores da magistratura”, completou Fátima Bezerra Cavalcanti.

A presidente da Associação, Ivan Kurisu, entende que o tema escolhido, sobre a participação da mulher na política é amplo e que o debate deve ser constante para fortalecer o empoderamento da mulher, principalmente agora, com a proximidade de mais um pleito eleitoral para escolha de presidente da República, senadores e deputados. “Podemos refletir aqui sobre o não preenchimento das cotas partidárias garantidas para as mulheres no nosso ordenamento jurídico [30% para mulheres e 70% para os homens], a questão da indicação partidária da mulher e financiamento da campanha”.

A chefe de gabinete do governo do Estado, Estela Bezerra, afirmou que a discussão das cotas dentro da reforma política pode gerar muito mais qualidade em relação à participação das mulheres se houver uma fórmula como listas fechadas e diferenciadas entre homens e mulheres para equilibrar a disputa e fazer com que o Brasil, que tem uma população formada por 52% de mulheres, tenha uma participação mais proporcional e não apenas 9% como ocorre hoje. “Isso se dará com uma ampla reforma política e com o aprimoramento da política de cotas”, observou.

Estela ainda acrescentou que também existe um problema cultural na própria participação, nas candidaturas partidárias de 30% e que ocorre pelo pouco estímulo de participação política e pelas barreiras que existem na sociedade como a disponibilidade maior do homem de se dedicar à vida pública, enquanto a mulher tem que conciliar a vida pública e a vida doméstica, que ela não consegue se distanciar. “Esse é um contexto que dificulta a participação das mulheres na vida pública. Isso pode ser superado com mudanças na legislação e um processo de mudança de cultura”, explicou.