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Governador recebe representantes do Conselho Federal de Medicina

segunda-feira, 6 de junho de 2011 - 19:42 - Fotos: 

 

Governo e CFM vão desenvolver uma política de reestruturação da política de saúde - José Marques/Secom-PB

O governador Ricardo Coutinho recebeu em audiência na tarde desta segunda-feira (6), representantes do Conselho Federal de Medicina (CFM) e firmou uma parceria com a autarquia para o desenvolvimento de uma política de reestruturação da política de saúde no Estado e no diálogo permanente com a classe médica.

O secretário-geral do CFM, Henrique Batista, se colocou à disposição do governo para estabelecer um diálogo entre os médicos, o governo e a sociedade no sentido de garantir a normalização do trabalho nas emergências. Também participaram da reunião o secretário de Saúde, Waldson de Sousa, e a procuradora-geral do Estado, Livânia Farias.

O governador Ricardo Coutinho disse que foi uma honra receber os representantes do Conselho Federal de Medicina (CRF) para um diálogo franco e nos limites da legalidade. O governador reafirmou que sempre esteve aberto à negociação com os médicos desde que estivessem em seus postos de trabalho. “O governo não vai negociar com a vida das pessoas em nenhum momento. Vou lutar quanto for necessário para garantir o direito a algo inalienável, que é a pessoa ter acesso ao atendimento de urgência”, enfatizou o governador.

O secretário de Saúde destacou que a reunião foi importante por possibilitar uma conversa com a entidade superior da categoria médica para implementação da política de saúde. Ele ressaltou que o atendimento do Hospital de Trauma foi normalizado neste final de semana com a vinda dos médicos do Rio de Janeiro. “ Estamos com a escala completa com médicos cooperados e efetivos e esperamos que o atendimento continue normalizado”, confirma.

Sobre a paralisação dos médicos do Trauma, Waldson informou que o governo aumentou o plantão de 12 horas para R$ 1 mil mas que, no momento, não há como conceder reajuste  dos plantões dos concursados devido ao Estado ainda não estar ajustado com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Ele explicou que a convocação de médicos do Rio de Janeiro foi necessária diante da paralisação dos médicos daqui.  “Faremos a discussão de reajuste quando for possível, pois o impacto financeiro é muito grande. O que não aceitaremos é que pessoas moram na porta de um hospital de emergência por falta de atendimento médico”.