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19 de maio de 2009

Governador Maranhão visita as obras do sistema adutor Translitorânea



O Sistema Adutor Transposição Litorânea vai assegurar a oferta de água tratada para 1,5 milhão de paraibanos de João Pessoa, Conde, Cabedelo, Bayeux e Santa Rita pelos próximos 20 anos, ou seja, até o final de 2030. O governador José Maranhão visitou o canteiro de obras na manhã desta terça-feira (19). A obra hídrica terá extensão de 37 quilômetros e é financiada pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), totalizando recursos da ordem de R$ 124 milhões. Foi projetada ainda no segundo governo Maranhão. Na Paraíba, o PAC Saneamento inclui 24 projetos.

O governador constatou, na explanação do secretário da Infraestrutura e da Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Francisco Sarmento, o bom ritmo das obras da Transposição Litorânea. Em apenas dois meses, houve avanços dos trabalhos superiores aos primeiros nove meses de execução. A obra foi iniciada em julho de 2008. A empresa que executa os serviços é a Camargo Corrêa.

Qualidade – “Essa obra significa um abastecimento de qualidade e qualidade para um horizonte de 20 anos. Os paraibanos da Grande João Pessoa vão ter a certeza de que nos próximos 20 anos contarão com água em seus lares e para as indústrias também”, afirmou Maranhão.

Em João Pessoa serão beneficiados com o sistema adutor Translitorânea 1 milhão e 104 mil pessoas. Em Santa Rita, os beneficiários serão 188 mil habitantes. Já na cidade de Cabedelo terão segurança hídrica 143,9 mil pessoas. Em Bayeux, 110 mil e a cidade do Conde serão beneficiadas com água para 25,7 mil pessoas.

O governador destacou durante entrevista que o Governo do Estado executa simultaneamente as obras de cinco adutoras (Acauã, Congo, Capivara, São José e Translitorânea), obras que beneficiarão dezenas de cidades.

A Translitorânea compreende na primeira etapa: a barragem de Alhandra, captação em canal, estação elevatória, adutora de quilômetro, reservatório de acumulação apoiado, duplicação da Estação de Tratamento d’Água de Gramame. A segunda etapa da obra prevê a barragem de Cupissura, captação em canal, estação elevatória, adutora, barragem Abiaí, e reservatório de acumulação apoiado.

Metas – A Transposição Litorânea foi incorporada ao PAC no governo Maranhão. Sua primeira etapa representa investimento da ordem de R$ 84,2 milhões. A obra compreende 37 quilômetros de adutora e uma barragem localizada no município de Alhandra. As águas serão captadas nas bacias hidrográficas dos rios Abiaí e Popocas. A meta do governo é avançar cinco quilômetros da obra a cada mês, com previsão de concluir os trabalhos da primeira etapa em outubro deste ano.

De acordo com o secretário Francisco Sarmento, a tubulação do sistema adutor Translitorânea terá diâmetro máximo de um metro e mínimo de 800 milímetros e, em sua 1ª etapa, a vazão de água será em torno de 700 litros por segundo vindos da Bacia do Popocas, em Alhandra. Na 2ª etapa a vazão será de 1200 litros por segundo e virá das barragens de Abiaí e Cupissura, no município de Caaporã.

Com a Translitorânea, o Governo do Estado pretende eliminar quaisquer riscos de racionamento de água na Grande João Pessoa, que tem como sua principal fonte de abastecimento o sistema Gramame/Mamuaba, construído no governo Burity 2 e que tinha como horizonte de atendimento até o ano 2000.

Acompanharam o governador Maranhão na visita ao canteiro de obras da Translitorânea os deputados estaduais Expedito Pereira, Trócolli Júnior e Jeová Campos, além dos secretários Francisco Sarmento (Infraestrutura), Lena Guimarães (Comunicação), Assis Costa (Interiorização), Edísio Souto, presidente da Cagepa e engenheiros da Camargo Corrêa.

Josélio Carneiro, da Secom

Fotos: manodecarvalho