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Governador entrega barragem que beneficia 10 municípios

segunda-feira, 3 de maio de 2010 - 11:14 - Fotos: 
Uma multidão de aproximadamente duas mil pessoas acompanhou neste domingo (2) a solenidade de inauguração da barragem Acauã-Mirim, em Salgado de São Félix. O governador José Maranhão, acompanhado do prefeito do município, Adaurio Almeida, e de várias autoridades, entre secretários, deputados, vereadores e prefeitos da região, fez o descerramento da placa, inaugurando o sistema adutor que vai beneficiar doze municípios e duas comunidades da região do Baixo Paraíba.

O governador chegou ao local por volta de meio-dia e teve muito trabalho para chegar até o palanque armado onde aconteceram os discursos. Os deputados estaduais Trocolli Júnior, Nivaldo Manoel, João Gonçalves, Rodrigo Soares; secretários Francisco Sarmento, Lena Guimarães, Fernando Milanez entre outros prestigiaram a solenidade.

Políticos da região fizeram questão de discursar e todos foram unânimes em elogiar a rapidez como agiu o Governo atual na construção da barragem. “Essa obra vai permitir o escoamento da produção local e incentivar o turismo na região”. Durante todo o dia milhares de pessoas tomaram banho na barragem, onde foram armadas barracas com bebidas e comidas típicas da região.

 
Para garantir a segurança dos banhistas, o comando do Batalhão do Corpo de Bombeiros de Guarabira enviou uma equipe para local devidamente trajada e com equipamentos para qualquer tipo de emergência.

Benefício - A obra tem três funções: ponte, passagem molhada e barragem de nível. Segundo informou o engenheiro Petrônio Martins da empresa EIT, responsável pela obra, a ponte não estava no projeto inicial e foi determinada pelo governador após solicitação de prefeitos da região. “Com ela a distância entre Salgado de São Félix, passando por Mogeiro e Campina Grande vai diminuir em cerca de 50 km”, informou.

A barragem vai beneficiar, além de Salgado de São Felix, os municípios de Itatuba, Ingá, Juarez Távora, Mogeiro, Juripiranga, Pilar, São Miguel de Taipu e o distrito de Zumbi, Itabaiana, será o mais beneficiado por ter uma população projetada para 2025 da ordem de 40 mil habitantes.  

Acauã-Mirim faz parte do Sistema Adutor de Acauã, construída no Plano das Águas do Governo Maranhão, e que recebeu esse nome por sua semelhança arquitetônica com a adutora. Foi dividido em dois troncos – Oeste e Leste.

Orçada em mais de R$ 67 milhões, o Sistema Adutor de Acauã tem uma extensão de 94 quilômetros. Para preservar o meio ambiente, a construtora está providenciado a urbanização das estações de tratamento, localizadas em Itatuba, Itabaiana e Salgado de São Felix.

Com a construção, Acauã-Mirim vai impulsionar o turismo e lazer na região com a presença de um grande o número de pessoas nos finais de semana e feriados. Prefeitos da região que estiveram na solenidade mantiveram uma reunião com o governador para reivindicações, entre elas a melhoria dos acessos a barragem a partir de Itabaiana e Mogeiro.

O prefeito de Salgado de São Félix, Adaurio Almeida, disse que foi necessário um homem como José Maranhão assumir o governo para o presidente Lula liberar verba para a conclusão da obra.
Até o final desse mês, revelou o engenheiro Petrônio Martins, da EIT, está prevista a entrega pelo governador José Maranhão da inauguração de todo o Sistema Adutor de Acauã. A adutora de Acauã abastecerá uma população superior a 135 mil habitantes de dez municípios paraibanos.

Recurso – Para construir a obra, o governo do Estado conseguiu recursos de R$ 28 milhões junto ao governo federal e com isso garantindo água tratada para a população de 10 municípios paraibanos.

O projeto do Sistema Adutor de Acauã foi elaborado no segundo mandato do governador José Maranhão e sua execução estava paralisada desde 2003. Durante o lançamento do Plano de Aceleração do Crescimento – PAC, em 2007, por interferência do governo federal, a construção foi retomada.

Desde então, a obra vinha sendo realizada com uma série de pendências relacionadas a mudanças de projeto, readequação do plano de trabalho e carência de justificativas técnicas que vinham sendo cobradas, desde 2008, pelo Ministério da Integração Nacional e pelo Tribunal de Contas da União. Nessa época, auditores chegaram a pedir suspensão de alocação de recursos para o empreendimento.

Cardoso Filho, com fotos de Antônio David e Ernane Gomes