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29 de julho de 2011

Governador apresenta projeto de Centro de Oncologia ao Ministro da Saúde, em Patos



O governador Ricardo Coutinho apresenta, na manhã deste sábado (30), o projeto da Unidade de Oncologia de Patos ao ministro da Saúde, Alexandre Rocha Santos Padilha. A solenidade está marcada para as 10h30, na própria cidade. O centro vai beneficiar a população residente de sete Gerências Regionais Orçamentárias (6ª, 7ª, 8ª, 9ª, 10ª, 11ª e 13ª GRO), o que representa a melhoria de acesso ao serviço para uma população de 902.310 habitantes.

Serão investidos em torno de R$ 6 milhões na unidade, numa parceria entre os governos Estadual e Federal.  “Com esse serviço, muitos pacientes do interior do Estado não precisarão mais viajar para Campina Grande ou João Pessoa à procura de tratamento especializado, pois o Centro vai oferecer esse tipo de atendimento”, disse o secretário de Estado da Saúde, Waldson Dias de Souza.

Na Paraíba, o perfil de mortalidade por câncer assume a tendência nacional e aparece como a segunda causa de morte no Estado, ficando atrás apenas das doenças do aparelho circulatório.  A mortalidade por câncer na Paraíba apresentou um aumento de 37% no ano de 2010, tendo como base o ano 2001 – ou seja, em 2001 foram 1.162 óbitos, enquanto em 2010 houve 3.135 casos. Em dez anos (de 2001 a 2010), o total de paraibanos que foram a óbito vitimados pelo câncer é de 22.776, sendo 11.672 homens e 11.104 mulheres. Os tipos de tumores que causaram o maior número de mortes nos últimos anos foram de estômago, fígado, pulmão, mama, útero e próstata.

No Estado, existe um total de quatro serviços cadastrados e credenciados para o atendimento às neoplasias: o Centro de Alta Complexidade da Fundação Assistência da Paraíba (FAP), em Campina Grande, e o Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa. Como referência para tratamento das leucemias, há o Hospital São Vicente de Paul, em João Pessoa, e o Hospital Universitário Alcides Carneiro, em Campina Grande.

Situação da doença no Brasil – O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que, a cada ano, 140 mil pessoas são vítimas da doença no Brasil e 500 mil novos casos são diagnosticados. A mortalidade relacionada ao câncer representou 13,7% de todos os óbitos registrados no país, ficando atrás apenas das doenças do aparelho circulatório.

O número de mortes por câncer no Brasil aumentou 24,7% entre homens e 18,6% entre mulheres, entre 1979 e 2004. É o que revela o estudo “Situação do Câncer no Brasil”, do Inca. Neste período, as mortes de mulheres por câncer saltaram de 63,23 casos, a cada 100 mil pessoas, para 74,99.

Entre homens, o mesmo índice subiu de 85,58 para 106,74. Os números representam a somatória de todos os tipos de câncer, mas dois deles apresentaram um crescimento de quase cem por cento. Entre os homens, o número de mortes por câncer de próstata aumentou 95,48%; entre mulheres, o aumento do câncer de pulmão foi o maior, atingindo 96,95% – somando homens e mulheres, o aumento do câncer de pulmão foi de 35,03%.