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Governador abre encontro de avaliação dos novos serviços do Arlinda Marques

sexta-feira, 28 de maio de 2010 - 14:47 - Fotos: 
O governador José Maranhão abre, a partir das 9h desta segunda-feira, o 1º Encontro de Avaliação dos Serviços de Cardiologia, Neurologia e Ortopedia do Complexo de Pediatria Arlinda Marques, em João Pessoa. Até o primeiro semestre do ano passado, crianças cardiopatas, com tumores cerebrais e com pé torto congênito, por exemplo, dependiam da Justiça para ter o direito à cirurgia, morriam ou eram condenadas a ficarem com sequelas para o resto da vida. Em menos de um ano, o Arlinda Marques realizou 226 cirurgias, além do acompanhamento pré e pós-operatório garantido por uma equipe multidisciplinar. No evento desta segunda-feira, pacientes, pais, médicos e gestores se reúnem para avaliar os novos serviços.  

O secretário José Maria de França lembrou que o Estado implantou os serviços em junho (neurologia) e agosto do ano passado (cardiologia e ortopedia), em caráter emergencial, porque a assistência, principalmente na área de cardiologia, tinham se transformado em ‘caso de Justiça’, devido à falta de serviços públicos no Estado. “O Estado implantou os serviços, porque não podia continuar omisso. Até agora, todas as cirurgias estão sendo custeadas com recursos do Tesouro, mas o objetivo é habilitar os hospitais junto ao Ministério da Saúde, para que as cirurgias possam ser feitas pelo SUS e podermos ampliar o atendimento. Hoje, por causa da grande demanda, o governo atua em duas frentes: na realização das cirurgias no Arlinda e no custeio de procedimentos fora do Estado”, afirmou.  

Pesquisa de satisfação – Durante o encontro desta segunda-feira, a direção do hospital vai aplicar um questionário com os pais dos pacientes, como parte da pesquisa de satisfação, exigida pelo Ministério da Saúde para a habilitação dos serviços. “Essa avaliação é um dos requisitos do Ministério da Saúde para fazer o credenciamento do hospital para que as cirurgias passem a ser custeadas pelo SUS. Vamos saber a opinião dos pais dos pacientes em relação a todas as etapas do atendimento, desde a consulta, passando pela cirurgia, até o acompanhamento no ambulatório”, explicou a diretora técnica do Arlinda Marques, Maria das Neves Batista Chianca.  

O serviço de cardiologia começou a funcionar no dia 11 de agosto do ano passado. A primeira paciente, Jordânia da Silva Félix, com 4 anos de idade na época, esperava atendimento há três anos e meio. Assim como ela, dezenas de crianças aguardavam na fila, porque não existia um serviço público no Estado que realizasse as cirurgias. Nem os casos graves recebiam atenção e os pacientes só eram encaminhados para atendimento em outros Estados, após a intervenção da Justiça.

Resultados – O médico Maurílio Onofre, chefe da equipe de cardiologia, comemora os resultados obtidos em menos de um ano de funcionamento do serviço. “Essa é uma iniciativa muito importante do Governo do Estado e da Secretaria de Saúde do Estado. Há um ano, as crianças cardiopatas não estavam sendo operadas no Estado e, hoje, o Hospital Arlinda Marques está oferecendo o serviço, acabando com o sofrimento das mães, que tinham que recorrer à imprensa e, muitas vezes, à Justiça, para conseguir atendimento. Em poucos meses, fizemos 55 cirurgias, com resultados excelentes”, disse.

Técnica moderna – Segundo o chefe da equipe de ortopedia, Laércio Vieira, a maioria dos pacientes atendidos pelo serviço tem pé torto congênito.  “Para tratar essas crianças, utilizamos a técnica de Ponseti, um método revolucionário, que tem um resultado espetacular. Antes desse serviço oferecido pelo Arlinda, as crianças que tinham esse problema ficavam sem andar, porque os seus pais, sem recursos financeiros, acabavam aceitando a situação”, disse.

Também são realizadas cirurgias de crianças com deformidades físicas em decorrência de paralisias cerebrais, além de correção de luxação congênita do quadril, osteotomias, alongamento e transferência muscular, artrogripose múltipla congênita, paralisia obstétrica e luxação congênita de patela. Desde que o serviço teve inicio, no dia 31 de agosto do ano passado, foram realizadas 54 cirurgias.

Mais de 100 neurológicas
– Antes do Governo do Estado implantar o serviço de neurologia no Arlinda Marques, os pacientes com tumores cerebrais e da medula, hidrocefalia, fechamento precoce de suturas cranianas e má formação congênita da coluna não tinham, sequer, o direito de lutar para sobreviver.

“Desde 2007, vínhamos nessa batalha e nunca tivemos apoio. Agora, a Paraíba tem um serviço completo e eficiente para atender as crianças com patologias do sistema nervoso central. O Arlinda dispõe não apenas da estrutura física necessária para atender os pacientes, mas de uma equipe multidisciplinar, que os acompanham em todas as etapas do tratamento. O serviço é uma conquista imensa, não só para as crianças, mas para a medicina da Paraíba”, disse o chefe da equipe de neuropediatria, Christian Diniz.  

A primeira cirurgia aconteceu no dia 12 de junho do ano passado. Até agora, foram realizados 117 procedimentos. As crianças operadas no Arlinda são acompanhadas, durante todo o tratamento, no ambulatório de especialidades médicas do hospital, que é referência também no tratamento de doenças clínicas de alta complexidade, como epilepsia de difícil controle, vasculites cerebrais, inflamação nos nervos e inflamações agudas do cérebro.
Programação – O encontro terá inicio às 9h e acontecerá no pátio do hospital, onde será realizada uma celebração ecumênica e será servido um café da manhã para mães e filhos, em comemoração ao mês das mães. A diretora do Complexo de Pediatria Arlinda Marques, Darcy Lucena, apresentará um resumo histórico da implantação dos serviços. Também haverá depoimentos de mães de pacientes e dos chefes das equipes médicas de cada serviço. Haverá, ainda, teatro de fantoches para as crianças.

Amviva - Entre os novos serviços implantados no Arlinda Marques, nesta gestão, também está o Ambulatório de Vítimas de Violência e Acidentes (Amviva), que atendeu 27 crianças, desde a sua implantação, há sete meses. O Amviva funciona nas terças-feiras, atendendo crianças e adolescentes encaminhados pelos conselhos tutelares, escolas e hospitais, principalmente do Hospital de Trauma de João Pessoa.

Da Assessoria de Imprensa da SES/PB