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Governador abre campanha contra febre aftosa, na cidade de Alagoinha

domingo, 4 de outubro de 2009 - 18:44 - Fotos: 

O governador José Maranhão abriu, neste domingo (4), na Estação Experimental da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária (Emepa), no município de Alagoinha, a segunda etapa da campanha contra febre aftosa. A meta deste ano é vacinar um milhão de bovinos e bubalinos, imunizando 90% do rebanho paraibano.

Para marcar, oficialmente, o início da campanha contra a febre aftosa o governador José Maranhão vacinou um dos animais do rebanho mantido pela Estação Experimental da Emepa. Em seguida, acompanhado de pecuaristas, prefeitos e lideranças políticas da região visitou o curral mantido pela instituição.   

Em seu discurso, Maranhão destacou a campanha que vem sendo realizada pelo Governo do Estado mobilizando os pecuaristas para melhorar a qualidade dos seus rebanhos. “Não podemos continuar convivendo com o risco da febre aftosa. A Paraíba faz fronteira com os estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará, mesmo assim, não podemos participar de exposições, nem vender nossos produtos, porque existe uma barreira sanitária evitando a entrada de produtos de regiões de risco de risco de febre aftosa”.

O Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) tem como estratégia principal a implantação progressiva e manutenção de zonas livres da doença, de acordo com o Ministério da Agricultura. Nesta campanha, a Secretaria do Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca deve superar a meta da última campanha que conseguiu vacinar mais de 82% de animais em todo o Estado.

Para o pecuarista José Cavalcanti Irmão, da cidade de Mari, a vacinação garante a imunização do rebanho, melhora a qualidade do leite, da carne e seus derivados. Também possibilita ao pecuarista paraibano concorrer com os produtores de outras regiões do país na exportação da carne bovina.

A vacinação é obrigatória por lei em bovinos (gado) e bubalinos (búfalos) de todas as idades, e o produtor tem que comprovar que vacinou seu rebanho até o dia 10 de novembro nos escritórios das Unidades Locais de Sanidade Animal e Vegetal (Ulsavs) ou nas sedes da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater-PB).

A multa por cada cabeça de gado não imunizada é cobrada de acordo com a UFR-PB (Unidade Fiscal de Referência, da Paraíba), que equivale a R$ 144,00 por animal e outras penalidades previstas em lei. Sem o atestado, o produtor não recebe a Guia do Trânsito Animal (GTA) nem pode movimentar os animais para comercialização. A vacinação vai até dia 31 deste mês.

Febre Aftosa – Causada por um vírus, a febre aftosa é altamente contagiosa e afeta o gado bovino, búfalos, e outros animais que possuem cascos fendidos. A doença é confundida com outras enfermidades vesiculares e seu diagnóstico clínico sempre deve ser confirmado através de testes laboratoriais. O animal afetado precisa ser sacrificado para evitar o contágio de todo o rebanho. Na Paraíba, o último caso registro de febre aftosa foi no ano de 2000.

Orientações ao criador – Adquira a vacina somente em estabelecimentos cadastrados; tanto no transporte quanto no armazenamento, a temperatura de conservação da vacina deverá ser mantida entre 2 e 8 graus centígrados, e o traslado é feito em caixa isotérmica (isopor) contendo no mínimo dois terços de seu volume em gelo (nunca congele); escolha o horário mais fresco do dia para realizar a vacinação; vacine preferencialmente no terço médio do pescoço (tábua do pescoço); substitua a agulha para evitar infecções; mantenha os frascos resfriados durante a operação; classifique os animais por faixa etária e sexo, visando a declaração a ser entregue nos escritórios. Mais informações podem ser obtidos na Gerência Executiva da Defesa Agropecuária da Paraíba ou pelo telefone 0800-281-3031.