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6 de maio de 2009

Gominho pretende reconstruir prédio onde está instalada a Central de Polícia de Campina Grande



A audiência pública realizada nesta quarta-feira (6) no auditório do Sesc Centro, em Campina Grande para discutir a problemática da segurança pública no Estado e formas e sugestões efetivas para combater a criminalidade, alcançou pleno êxito e terminou por envolver toda a sociedade civil organizada em debates que tiveram início por volta de 9h30 e só terminaram às 15h.

A idéia de realização da audiência pública, segundo disse o secretário da Segurança Pública e Defesa Social, Gustavo Ferraz Gominho, é ouvir a sociedade, que está livre para oferecer críticas, sugestões e denúncias em torno do assunto, como forma de colaborar com o projeto estadual de segurança pública a ser implantado em breve em toda a Paraíba. As audiências serão no total de dez. Já houve em João Pessoa e Campina Grande e as outras acontecerão nas demais regiões atendidas pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social.

Além do secretário Gustavo Gominho, estiveram participando da audiência pública o comandante geral da Polícia Militar, Marcos Antonio Jácome, o superintendente do Detran, cel. Américo Uchoa, o comandante do Corpo de Bombeiros, cel. Pedro Luís do Nascimento, o superintendente geral de Polícia Civil, Carromber Rodrigues, além de 13 prefeitos da região, vereadores, do bispo diocesano de Campina Grande Dom Jaime Vieira da Rocha,  do comandante do II Batalhão em Campina Grande, Marcos Marconi, do presidente da Câmara Municipal, Nelson Gomes Filho, do promotor de Justiça Herbert Targino, entre outras autoridades e convidados.

Gominho anunciou que em breve deverá ser reformulado todo o sistema de trabalho da “Operação Manzuá”, que passará a ser móvel, com atuação em lugares e horários incertos, regularmente. O secretário disse também que o Governo do Estado está elaborando projeto de implantação da “Patrulha Rural” para combater roubos, assaltos e mortes no interior. Para tanto serão adquiridas camionetas com tração nas quatro rodas, “já que carros pequenos não servem para esse tipo de trabalho”, argumentou, além de dirigir maiores cuidados com o uso de motos clandestinas e irregulares.

EMERGENCIAL – Para Gustavo Gominho o maior problema e mais emergencial em Campina Grande é questão do prédio onde está instalada a Central de Polícia, no bairro de São José. Ele disse que o local já foi condenado pela Defesa Civil e o Ministério Público está querendo interditar o prédio, que pode cair a qualquer momento devido às péssimas condições em que se encontra. “O prédio está em condição tão ruim que nem mesmo para reformar serve. É preciso derrubar e fazer outro”, garantiu o secretário.

Assis Costa:  durante anos a segurança pública foi esquecida
 
Representando o governador José Maranhão, o secretário de Interiorização e da Ação do Governo da Paraíba, Francisco de Assis Costa, também participou ativamente dos debates desta quarta-feira no auditório do SESC Centro e ao falar aos presentes disse que um dos maiores problemas de Campina Grande no tocante a segurança pública é que o setor foi esquecido durante seis anos no governo anterior.

O secretário informou ainda que no governo anterior foram gastos cerca de R$ 140 milhões em mídia governamental, enquanto que as delegacias, a exemplo dos prédios da Central de Polícia de Campina Grande e da UML estão caindo aos pedaços. “Seria melhor que esse dinheiro tivesse sido usado na construção de delegacias e compra de viaturas e armamento, ao invés de usar na mídia, pois quem vive de mídia é a Coca-Cola”, comentou de forma irônica o secretário de Interiorização e da Ação do Governo da Paraíba.

DOM JAIME – Já no período da tarde o bispo de Campina Grande, Dom Jaime Vieira da Rocha, falou durante a audiência pública e elogiou a iniciativa, dizendo que a última campanha da fraternidade da igreja católica já tinha como tema a segurança, numa forma de externar a preocupação com a situação, que atinge a todos de uma forma geral. O bispo ainda achou muito boa a iniciativa de se elaborar um plano estadual de segurança pública, principalmente porque vai partir de informações da sociedade, que é quem mais sabe e vive o clima de insegurança todos os dias, em todos os lugares.