Fale Conosco

20 de dezembro de 2017

Gerencia Regional de Saúde em Patos realiza seminário que marca um ano do Projeto Zika 



Aconteceu nesta terça-feira 19 em Patos o Seminário formação para a promoção de saúde no contexto das arboviroses dengue, zika e chikungunya. O evento foi um realização da Secretaria de Estado da Saúde em parceria com a UEPB. Profissionais de saúde e educação da terceira Macrorregião (Patos, Piancó e Princesa Isabel) participaram do evento, que marca um ano do Projeto Zika, desenvolvido pela UEPB, e que prevê estudos, pesquisas, debates e mobilização de instituições e sociedade no enfrentamento às arboviroses.

O risco iminente de novas epidemias de dengue, zika e chikungunya foi o ponto alto do encontro sobre essas doenças. Na região de Patos, os últimos boletins do Levantamento de Índice Amostral (LIA), acusa municípios em situação de extrema preocupação, com alto risco de epidemia, a exemplo de Santa Luzia, onde 10% dos imóveis vistoriados tinham a presença do Aedes aegypti.

Conjunta nacional e regional, saneamento básico, desafios e perspectivas, controle do mosquito, saúde de quem trabalha com saúde, mapeamento da incidência do Aedes no semiárido brasileiro, dentre outras temáticas foram abordadas em palestras. O sociólogo Luciano Albino, do Projeto Zika, fez uma análise sobre as relações sociais, a economia, de que forma podem interferir positivo ou negativamente nos quadros da saúde pública.

Em seus argumentos disse que não entendia que as arboviroses sejam o problema apenas de um mosquito. “Entendo que seja um problema social muito abrangente e que tem a ver com saneamento básico, com processo de urbanização caótico, de um abastecimento de água irregular. Ou seja, o mosquito é um vetor que aponta um problema maior. Claro, temos que atacar o Aedes, que é a ponta do iceberg, mas antes temos que pensar em qualidade de vida”, comenta o professor Luciano.

Luiz Francisco de Almeida, chefe do Núcleo de Fatores Biológicos da SES, diz que, mesmo com o grande esforço, conseguindo baixar em mais de 90% as notificações das arboviroses em todas as regiões do Estado este ano, existe uma grande preocupação, com dois óbitos já notificados neste mês na Paraíba e ainda sob investigação. “Temos que dar as mãos para que a gente consiga manter sob controle em 2018”, comentou.

Ele alertou para que toda a sociedade esteja atenta, seja com a escassez de água, onde é preciso manter reservatório para acondicioná-la, como também com as chuvas que sempre caem nesse período, e que costuma ficar acumulada onde encontra espaço, formando possíveis criadouros do Aedes.

Cidoval Morais, da Pós-graduação de Desenvolvimento Regional da UEPB, destacou a importância do Seminário realizado pela UEPB, que teve intuito de provocar, dialogar com a sociedade, setores da saúde, educação para juntos construir uma proposta visando melhorar a qualidade de vida no Semiárido Nordestino, paraibano. “Também temos o debate com profissionais que lidam com o meio ambiente para deixar de se olhar especificamente no combate do mosquito ente biológico, mas também as causas para que o Aedes se prolifere, se multiplique entre nós trazendo tantos problemas”, explica Cidoval. 

O gerente da 6ª Gerência de Saúde, José Leudo de Farias, elogiou a postura da UEPB, de ir ao encontro da sociedade, firmando parcerias, desenvolvendo seu verdadeiro papel social de debater, estudar problemas sociais, fazer o enfrentamento e buscar soluções. “O mosquito Aedes é uma grande preocupação nossa. Estamos no mês de dezembro, com número altíssimo de infestação do mosquito e em breve chegam as chuvas. Temos muito receio que aconteçam novas epidemias das doenças transmitidas pelo mosquito. Antes que isso aconteça a gente já está traçando metas para que 2018 inicie com a preparação de todas as equipes de trabalho em janeiro”, acrescentou.