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20 de dezembro de 2011

Gate e Gaeco prendem policiais civis e vigilante acusados de extorsão



Policiais militares do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) e o Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual prenderam em flagrante, em João Pessoa, dois agentes de investigação da Polícia Civil e um vigilante, ambos acusados de extorsão.
Estão presos na Central de Polícia de João Pessoa Jairo José da Costa, de 48 anos, Paulo André Dias de Oliveira, 32 anos, e o vigilante Francisco Lourenço da Silva Filho, de 34. De acordo com as autoridades, a vítima foi o construtor Nivaldo Nogueira. Ele relatou que foi levado pelos acusados na última sexta-feira (16) para um escritório de advocacia na Rua Rodrigues de Aquino, no Centro da Capital, sob alegação de que havia um mandado de prisão contra ele.
No local, segundo Nivaldo, os envolvidos teriam exigido R$ 200 mil para que o caso não seguisse adiante, valor que acabou reduzido para R$ 80 mil. Ainda segundo informações da vítima, os acusados levaram dois veículos de sua propriedade, um Pajero e um Saveiro, como garantia de que o dinheiro seria pago.
Nessa segunda-feira (19), o construtor foi até a sede do Gaeco denunciar o crime.  Nivaldo informou que no momento que denunciava o caso recebeu telefonema de um dos acusados cobrando o dinheiro. O construtor combinou com os policiais que entregaria a quantia no escritório de advocacia e os policiais montaram um esquema especial para efetuar a prisão dos envolvidos.
Jairo José e Paulo André foram presos no final da tarde dessa segunda-feira quando estavam na calçada do local marcado. O vigilante Francisco Lourenço tentou se esconder em uma das salas do escritório, mas também foi preso.
Todos foram levados para sede do Grupo de Operações Especiais (GOE), na Secretaria da Segurança e da Defesa Social (Seds), em Mangabeira, e autuados pelo crime de concussão (exigir vantagem direta ou indiretamente em função do cargo).  A pena para o crime pode variar de dois a oito anos de prisão.  O caso também foi acompanhado pela Corregedoria da Polícia Civil.
Para o secretário Cláudio Lima, a prisão dos policiais civis demonstra a intensa atuação das polícias no Estado, combatendo o crime de forma imparcial. “Essa é uma preocupação da Secretaria de Segurança, combater o crime doa a quem doer, se for preciso cortando a própria carne, combatendo todo e qualquer desvio de conduta.  Agindo dessa forma, estamos também prestigiando os homens de bem que integram e honram a segurança pública do nosso Estado”, destacou.