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24 de julho de 2009

Garimpeiros destacam apoio do Governo para fortalecer produção mineral na Paraíba



A atividade de garimpeiro está proporcionando a melhoria da qualidade de vida de milhares de famílias nas regiões do Curimataú e do Seridó, a partir de uma renda mensal que passaram a obter com a extração de minérios. Lançado no ano de 2007, o Programa de Desenvolvimento da Mineração Paraibana (Promin) desponta como uma das ações que merecem atenção especial por parte do Governo do Estado.

O propósito é fortalecer toda a cadeia produtiva desde a sua fase extrativa inicial, passando pelo processo de beneficiamento, comercialização, e com a criação de cooperativas. O governador José Maranhão participa, neste sábado (25), de evento comemorativo ao Dia Nacional do Garimpeiro, em Pedra Lavrada.
 
O Governo do Estado está estimulando o cooperativismo entre os mineradores, já tendo criado quatro em municípios diferentes, com a finalidade de afastar os atravessadores dos negócios dos garimpeiros. “A idéia é agregar valores à produção, de modo a trazer maiores ganhos para quem trabalha nesta atividade”, comentou o gerente da Cooperativa dos Mineradores de Pedra Lavrada, José Dagmar Alves. Existem minas em funcionamento nas cidades Várzea, Junco do Seridó e Nova Palmeira, onde atuam mais de três mil garimpeiros associados. Estão em fase de instalação em Frei Martinho e Picuí. São 17 municípios que vivem dessa atividade.
 
Ações – O forte do Promin são as parcerias comprometidas com o desenvolvimento do setor mineral através das ações executadas por cada um. Uma meta a curto prazo é a legalização da titularidade mineral e das licenças ambientais. Outras ações do Programa envolvem o apoio aos gestores das cooperativas, a realização de análises químicas das minerais extraídos, e mais o acompanhamento dos trabalhos das cooperativas, para que possam melhor atuar nesta atividade, acompanhando e orientando na preservação da segurança e da saúde de todos.
 
Afora o apoio que vem oferecendo aos mineradores da Paraíba, o Governo se prepara para ampliar sua participação na atividade, com um aporte de recursos provenientes do empréstimo de US$ 50 milhões junto ao Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), com uma contrapartida de US$ 25 milhões a ser liberados até o final de dezembro deste ano, garantindo a implantação de ações que ajudarão na inclusão social de milhares de famílias paraibanas, com a execução de programas destinados a geração de oportunidades de trabalho e de renda, como a caprinovinocultura e extração de minérios não metálicos. “Estamos confiantes na vinda desses recursos em apoio a nossas atividades”, comentou Dagmar.
 
Os minerais – Também é proposta fazer um cadastramento para montar um banco de dados com todos os ‘corpos mineralizados dos trabalhados pelos garimpeiros’. Os minerais por eles trabalhados são a argila, caulim, calcário, feldspatos, filitos, quartzo, mica, talco, gipso, coreto, nitratos, fosfatos, entre outros. A custo do produto na base de produção é muito baixo, mesmo valorizado no mercado nacional e no exterior.
 
Os minerais industriais constituem os insumos básicos mas requisitados pela civilização moderna. São utilizados nas indústrias de cerâmica, de vidro, de cimento e cal, química, de papel e na construção civil.

Pedra Lavrada – Na região de Pedra Lavrada atuam pelo menos 200 pequenos garimpos, dos quais apenas 60 estão participando da cooperativa, mas a meta é ampliar esse número de associados e, para tanto, contam com parceiros como o Governo do Estado, que presta a assistência de que necessitam.

Em um dos garimpos que funciona em Pedra Lavrada, coordenado pelo gerente da Cooperativa, Dagmar Alves, atuam 60 pessoas, mas se planeja chegar a 500 em pouco tempo. No momento, a cooperativa tenta obter junto à Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) equipamentos que se encontram abandonados num velho garimpo no município de Santa Luzia, para recuperar essas máquinas e assim ampliar a produção, agregar valores e oferecer uma maior renda.

“Com esses equipamentos será possível ampliar a produção e conseguir mais renda para todos”, comentou Dagmar. Ele lamenta que o maquinário esteja sendo destruído pela ferrugem, “com prejuízo aos cofres públicos. Só uma das peças custa atualmente no mercado algo em terno de R$ 2 milhões”, acrescentou.

A Cooperativa já mantém uma parceria com a UFCG que garante aos seus alunos a participação em aulas práticas que seriam ampliadas com a instalação de uma mini-escola. A meta é a criação de ponto de apoio para receber os estudantes. “Ambos sairiam ganhando, garimpeiros e alunos”, disse. Com esses equipamentos, explicou Dagmar, será possível montar uma unidade móvel que pode ser usada pelos outros garimpos.

Dia do Garimpeiro – Os trabalhadores dos garimpos da região param suas atividades no próximo sábado (25), para ouvir palestras em comemoração do ‘Dia Nacional do Garimpeiro’ que transcorreu na terça-feira (21). Também na quinta-feira (23), uma missa em ação de graças será celebrada à noite na Igreja de Nossa Senhora da Luz, em Pedra Lavrada, com a presença dos garimpeiros.

Durante as palestras, poderão tomar conhecimento sobre motivação e união para o caminho do crescimento; políticas públicas para a mineração em pequena escala; seguridade social para o garimpeiro; um caso de sucesso e experiências e formação de pequenos mineradores no Estado da Bahia.

José Nunes, com fotos de Antônio David, da Secom-PB