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Funesc lança projeto Interatos, com atividades integradas de teatro, dança e circo

terça-feira, 1 de setembro de 2015 - 09:55 - Fotos:  Divulgação

A Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc) lança, neste mês de setembro, o projeto “Interatos – mostra e formação permanente de teatro, dança e circo”. A primeira edição acontece desta quinta-feira (3) até domingo (6), com oficinas e espetáculos de grupos da Paraíba e Pernambuco que contemplam as três linguagens artísticas. De acordo com a proposta, a periodicidade da mostra vai ser mensal, com os ingressos ao custo de R$ 5 (estudante) e R$ 10 (inteiro).

A ação começa com as oficinas gratuitas de circo ‘O Palhaço na Rua’, com Anderson Machado (PE), nos dias 3, 4 e 5; e de teatro ‘Caminhar no Arame’, com Fabiana Pirro (PE), no dia 4. As aulas serão ministradas nos auditórios do mezanino, rampa 1 do Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa.

Ainda na área de teatro, a programação traz os espetáculos “Obscena”, com Fabiana Pirro (PE), dedicada ao teatrólogo paraibano Marcos Pinto e “Malefícios do Fumo”, com Daniel Araújo (PB). As apresentações acontecem no Teatro Paulo Pontes do Espaço Cultural, às 19h e 20h, respectivamente.

Na programação de dança, o público vai conferir os solos “Pé de Saudade”, com Maria Agrelli (PE) e “O Herói está morto”, com Luana Aires (PB). As duas apresentações acontecem na sexta-feira, a partir das 20h, no Teatro de Arena Leonardo Nóbrega do Espaço Cultural. Após as performances, haverá uma roda de conversa sobre o tema “A Transmutação da Dor no Processo Criativo”.

No segmento de circo, além da oficina, a programação inclui duas apresentações no domingo (6), começando com o espetáculo “Mix”, da Escola Livre de Circo da Funesc (PB). Em seguida, a Caravana Tapioca (PE) entra em cena com “O Circo de Lampezão e Maria Botina”. Os grupos sobem ao palco às 18h e 19h, respectivamente, no Teatro de Arena.

Sobre o projeto – Interatos – Mostra e Formação Permanente de Teatro, Dança e Circo é uma iniciativa da Funesc desenvolvida por meio das coordenações das respectivas áreas envolvidas no projeto. Com a estreia, a proposta visa contemplar mensalmente esses três segmentos das artes cênicas com uma atração local e uma nacional ou internacional. Além de estabelecer uma consistente agenda de programação, dando acesso a artistas e público em geral ao que está sendo produzido em âmbito local, nacional e internacional, o Interatos vem potencializar as ações de formação e troca, criando um ambiente de reflexão que pretende integrar estes setores que são ao mesmo tempo afins e distintos.

A iniciativa surge com o objetivo de dar visibilidade e dinamizar a produção de circo, dança e teatro, em suas mais diversas expressões, além de contribuir para nortear a formação de qualidade de estudantes, professores, artistas amadores e profissionais nos três segmentos. Outro ponto é a formação de público, a partir da oferta de espetáculos variados e de qualidade para as diversas faixas de idade e interesse da população. A curadoria do Projeto Interatos é realizada pelas coordenações de Dança, Circo e Teatro, levando em consideração o cadastro de artistas realizado pela Funesc.

Sinopses

Oficina O Palhaço na Rua, com Anderson Machado (PE) – Tem como base a realização de exercícios que trabalham as principais técnicas de despertar do riso: tipos cômicos, reações, triangulação, tempo cômico, disponibilidade, aceitação, escuta, entre outras. Os participantes serão estimulados a vivenciar o improviso, a criatividade, a relação com o erro e o ridículo de cada um para chegar ao riso. Habilidades do palhaço, poesias, gagues clássicas, também são materiais para investigação.

A partir daí, são apresentadas técnicas para realização de intervenções e espetáculos na rua, focados na palhaçaria, de maneira prática e teórica, sendo essas: relação com o público, interação com o espaço urbano, desenvolvimento de números.

Oficina Caminhar no Arame, com Fabiana Pirro (PE) - Inspirada na arte dos funâmbulos, a oficina se propõe a despertar novos desafios, a consciência e responsabilidade no ato da criação teatral. A arte tem um compromisso com a vanguarda e isso significa o risco do desconhecido. Para ser um criador, deve o ator correr os riscos do inesperado, a surpresa do novo, ter a concentração dos funâmbulos, saber exigir de si próprio o vazio, a vida morte do ser que busca incansavelmente na verdade de uma personagem que lhe devolverá sempre o prazer do oficio de ser ator.

Espetáculo Obscena, com Fabiana Pirro (PE) – A apresentação, neste sábado (5), será dedicada ao ator e diretor Marcos Pinto, morto em dezembro do ano passado, amigo e parceiro de trabalho da atriz. O projeto teve início em janeiro de 2014 com uma minuciosa pesquisa sobre a poética da escritora Hilda Hilst. O universo masculino é visitado e desejado em cena. A figura do Pai do Filho do Amor são as linhas deste bordado. A vida da escritora é misturada com a da atriz e que desagua no texto profundamente humano da dramaturga, encenadora e diretora Luciana Lyra.

A cenografia é de Nara Menezes e a trilha sonora de Ricardo Brasileiro. Iluminação de Luciana Raposo, figurino de Virgínia Falcão. A produção dessa montagem é feita pela atriz criadora Fabiana Pirro em parceria com Karla Martins e Lorena Pirro.

Espetáculo Os Malefícios do Fumo, com Daniel Araújo (PB) – A peça foi escrita por Anton Tchekhov em 1887, tendo recebido uma segunda versão 1904. Ficou por muito tempo desconhecida pelo grande público, talvez por se tratar de um monólogo. “Os Malefícios” constitui uma pequena obra prima da dramaturgia mundial e possui as marcas típicas da poética tchekhoviana: a brevidade, a economia de procedimentos, a linguagem despojada, irônica, o humor e o aprofundamento psicológico das personagens.

Ivan Ivánovitch Niúkhin, homem casado, cuja esposa é dona de um pensionato de mulheres, encontra-se sozinho num pequeno auditório, onde se prepara para proferir uma palestra sobre os malefícios do fumo. Mal começa a conferência dispara a falar detalhes íntimos de sua vida conjugal. Nesta montagem e adaptação do texto de Tchekov, o personagem Ivanovitch  divide a cena com um misterioso palhaço que partilha com o público uma experiência teatral/musical  muito além daquela sugerida no texto original de Tchekov.

Espetáculo Pé de Saudade, com Maria Agrelli -  Performance criada por Maria Agrelli compartilha com o público a sensação da saudade, a memória que vira parte do próprio corpo. Um corpo-poesia, usando como metáfora uma árvore que deixa escorrer, doer, cair, respirar, em suas folhas-troncos-raízes, o movimento da vida. Deixar ir, desapegar, repartir, ficando enraizada a saudade, ela mesma o sentido de tudo. Um pé de saudade roxa se revelando aos poucos também dentro dos corpos que a tocam no caminho. Utilizando-se das memórias corporais e afetivas, a intérprete propõe através do improviso e da poesia, uma constante conexão e interação com o público e suas lembranças. Maria Agrelli é pós-graduada em Dança pela Faculdade Angel Vianna/ Compassos Cia de Danças. Artista integrante do Coletivo Lugar Comum (Recife-PE), desde agosto de 2007, reunindo artistas de diferentes linguagens.

Espetáculo O Herói Está Morto, com Luana Aires (PB) – Sobre o solo “O herói está morto”, sua criadora, Luana Aires, traz a seguinte reflexão: “dia sim, dia não, sou atingida pela consciência de que uma ausência será constante. A sobrevivência emocional da morte de alguém aciona capacidades que a maioria de nós desconhecia sobre si mesmo. Alguns estacionam no muro das lamentações e passam a ser expectadores das próprias vidas. Outros reconhecem que a vida recomeça com uma ausência e que a arte da manutenção é capciosa demais para aceitar a condição de plateia da própria vida”. Luana Aires é bailarina intérprete e pesquisadora independente. Estuda a dança tribal há 5 anos no Studio Lunay (PB) e atua profissionalmente como integrante da Companhia Lunay, cia de dança étnica contemporânea.

Espetáculo Mix – Mix é o espetáculo de encerramento da oficina de arte circense (módulo iniciante) aplicada no período de junho a agosto de 2015 no Espaço Cultural de João Pessoa. A apresentação traz técnicas de circo aprendidas pela primeira turma de iniciados de arte circense na Funesc. As performances serão apresentadas em formato de números coreografados nas modalidades de: acrobacia de solo, tecido acrobático, malabarismo e palhaço.

Espetáculo O Circo de Lampezão e Maria Botina, com Caravana Tapioca (PE) -  Espetáculo inspirado no universo do cangaço, onde Cavaco e Nina contam a história de um casal anônimo do Sertão. Maria Botina, que sonha em ser levada por um cangaceiro e Pontolino Lampezão, que se faz de valente para conquistá-la. Durante a trama, Pontolino foge do cangaceiro Chuvisco, consegue um cavalo que tem uma roda ao invés de patas, e até fecha o corpo com a cigana Zoráide, depois que ela mostra sua bola de cristal flutuante. Utilizando-se de máscaras, os dois artistas se revezam em mais personagens tornando a trama mais interessante. Entre trapalhadas e botinadas, eles tocam chocalhos de cabra, fazem malabarismo com baldes, mandacarus, chicote, magia e muito mais.

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