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29 de setembro de 2016

Funcionários do Hospital de Trauma recebem treinamento de primeiros socorros



Um menino estava em casa com a avó e dois primos, que também são crianças. Enquanto todos estavam dormindo, um garoto de seis anos acordou, abriu a porta do apartamento e foi até a área do prédio onde fica a piscina e se afoga. Não tem jeito, situações como essa costumam se transformar em tragédias, como foi o caso desse menino que acabou falecendo no dia 8 de agosto, no Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa. Por causa de situações como essa, a unidade de saúde realizou para os funcionários a palestra “Primeiros Socorros – Você pode salvar a vida de alguém”, nessa quarta-feira (28) com o médico pediatra intensivista Vinícius Isaac Pires.

O médico palestrante, Vinicius Isaac, abordou a importância dos primeiros atendimentos ainda em casa para sobrevida da vítima. “Nosso objetivo foi conscientizar os colaboradores com informações importantes com relação aos primeiros socorros, em uma linguagem simples, de forma a capacitá-los para atender qualquer tipo de emergência e urgência. As pessoas quando estão preparadas para emergências, elas realmente podem fazer a diferença entre a vida e a morte de uma criança ou adulto”, frisou.

O intensivista lembrou também da importância de se sentir seguro numa hora de necessidade. Como em caso de desmaio, deve-se deitar a pessoa e elevar as pernas, para que o sangue circule novamente até seu cérebro, e também é importante afrouxar as roupas. Em casos em que a vítima esteja consciente, tentar mantê-la o mais calma possível.

No caso de uma parada respiratória, deve-se ficar atento aos sintomas: se há ausência de movimentos respiratórios, observando se o tórax se expande ou não, e se os lábios e língua estão azulados. E quanto a reconhecer uma parada cardíaca, deve-se verificar se há ausência de batimentos, colocando os dedos, indicador e do meio, no pulso ou na carótida, localizada entre o Pomo de Adão e a musculatura do pescoço. Pires também explicou como se deve fazer uma compressão torácica para o caso de reanimação da vítima.

Para a auxiliar de Recursos Humanos da instituição de saúde, Jucilene Cardoso, a palestra teve uma personalização muito importante, que veio como um pedido por parte dos próprios funcionários, baseados nas intercorrências do dia a dia no hospital e em casa, como em caso de engasgo, desmaio ou outras situações. Neste momento, o que fazer? “A palestra neste caso foi muito esclarecedora e com certeza vai ajudar, não só na unidade hospitalar, os funcionários e pacientes, mas também para outras situações da vida de cada um. Nossa preocupação será sempre em poder prestar o melhor atendimento e poder ajudar sempre que necessário”, ressaltou.

De acordo com a auxiliar administrativa da instituição, Sônia Albuquerque, a palestra foi muito interessante. “Sem dúvidas uma das palestras que pode mudar a vida de alguém. Tenho criança em casa e sou completamente leiga com relação a tudo que foi explanado. Se acontecesse alguma situação dessas em casa, não saberia como resolver. Após os temas hoje já sei como prestar os primeiros socorros caso precise”, comentou.