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30 de março de 2012

Funad realiza atividades para lembrar Dia Mundial de Conscientização do Autismo



Na próxima segunda-feira (2), a Fundação Centro Integrado de Apoio à Pessoa com Deficiência (Funad) promoverá um café da manhã para lembrar o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Na ocasião, também haverá passeios e discussões em torno do assunto, por meio da equipe multidisciplinar do órgão (formada por psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, educadores físicos e musicoterapeutas).

O autismo é uma síndrome que atinge quase dois milhões de brasileiros – no mundo, segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), existem mais de 70 milhões de autistas. A síndrome provoca isolamento, prejuízo à interação social e dificuldade de imaginação, além do não contato visual. Como ainda não se descobriu a causa (acredita-se que sejam múltiplas), a chave do problema estaria na atitude da família que enfrenta um caso de autismo. É nesse ponto que se fortalece o trabalho desenvolvido na Funad: além de oferecer diagnóstico e atenção especial à criança autista, o órgão também faz o acompanhamento das famílias.

O Dia Mundial do Autismo foi criado pela ONU em 2007, para a conscientização sobre a questão. Embora não tenha cura, o autismo deve ser trabalhado para que a pessoa que tem a síndrome possa ser habilitada e inserida na sociedade. “Por meio de acompanhamento técnico, o usuário deixa de ser segregado, e isso começa de casa, com a família”, disse Joseli Gomes, diretora técnica da Funad. Segundo ela, os pais devem procurar a Funad tão logo notem que a criança apresenta algumas dificuldades. Assim, a família começa a receber o apoio necessário, feito pelo Serviço de Orientação às Familias, e o trabalho rende bons frutos”, acrescentou.

Acompanhamento – Estabelecer rotinas, torná-las o mais independente possível e, principalmente, incluí-las na  escola são metas da Funad em relação às crianças autistas. Com a inauguração das piscinas, em breve, elas terão mais duas  atividades importantes no processo de habilitação: a natação e a hidroterapia.

De acordo com Joseli, em janeiro do ano passado, apenas nove pessoas com autismo eram atendidas pela Fundação. A nova gestão transformou essa realidade e hoje o serviço reúne 57 usuários. De acordo com ela, os serviços e atividades em prol do autista refletem a preocupação do Governo do Estado em proporcionar qualidade de vida para os autistas. “Lutamos não apenas pela habilitação, mas pelo respeito ao direito dos usuários, desde o lar. Alertamos e ajudamos os pais a lidar com a síndrome, mostrando que os direitos devem ser buscados e conquistados. Mas buscamos, sobretudo, dar qualidade de vida a essas pessoas, que não podem ser colocadas à margem da sociedade”, finalizou Joseli.