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Fogos e material para confecção de explosivos são apreendidos pelo Fisco

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011 - 19:25 - Fotos: 
O Fisco Estadual apreendeu na noite desta terça-feira (15), em Guarabira, no Brejo paraibano, um caminhão carregado com fogos de artifício e material que também pode ser utilizado para confecção de explosivos. Segundo informou o delegado de Polícia Civil, Ricardo Sena Rodrigues, a carga estava em um caminhão do tipo baú, de placa GSW 8090, de Santo Antônio do Monte (MG), parado no posto fiscal Oscar Visgueiro, na saída de Guarabira para Sapé. O motorista e um ajudante foram detidos para averiguação.

Além da carga de fogos de artifício, foram encontrados 10 quilos de alumínio em pó e 250 bisnagas de pólvora. Os dois últimos estavam em um compartimento do caminhão usado para guardar ferramentas. Além disso, através de informações repassadas pelo motorista do veículo, a polícia chegou a um galpão na cidade de Guarabira, onde foram encontrados mais fogos de artifício e perclorato, composto químico usado em explosivos.

O gerente regional do 2º Núcleo do Fisco Estadual, Anivaldo Mendes, disse que o material usado para confecção de explosivo depende da liberação por parte do Exército.  No entanto, o material apreendido estava sendo transportado sem a devida autorização.

Uma parte dos produtos também não apresentava nota fiscal. Outra irregularidade é o fato de o material estar acondicionado em depósito irregular. De acordo com o delegado regional de Polícia Civil de Guarabira, Norival Portela, os produtos seriam usados para abastecer comércios clandestinos em várias cidades do interior do Estado. A polícia também vai apurar se o material poderia ser usado nas explosões a bancos.

O motorista que conduzia o veículo, Nicodemos Carlos Costa, e o dono do depósito, Aluísio Francisco Alves, prestaram esclarecimentos, assinaram um termo circunstanciado e foram liberados. O material apreendido foi entregue ao Exército.

A polícia vai investigar se há participação da empresa Fogos Confiança, responsável pelo envio da carga, no comércio clandestino. “Vamos apurar a conduta da empresa. Essa prisão, além de surgir uma nova linha de investigação para os casos de explosões a bancos, também serviu para anular a ação de comércios clandestinos no Estado”, afirmou o delegado Norival Portela.